Eles são jogadores de futebol americano da Seleção Brasileira, moram na capital do país, mas mesmo assim não sobrevivem do esporte. Felipe Marques, de 25 anos, é técnico de som. Augusto Oliveira, também de 25, educador físico. Para eles, não há dúvidas quanto o crescimento do futebol americano na capital do país. Segundo Augusto, atual defensive tackle, o “defensor maior” do time Tubarões do Cerrado, o motivo do crescimento do futebol americano é que é um esporte diferenciado do que o brasileiro está acostumado, além de ser um esporte muito envolvente.
“Em geral, quem conhece e começa a assistir, não consegue parar. É viciante. Você se apaixona e começa a consumir mais ainda. Compra a camisa, quer jogar e fica ansioso para a NFL voltar todo ano”. Para Felipe, que é defensor também do Tubarões do Cerrado, os motivos para esse crescimento também se deve a persistência dos jogadores e envolvidos por gostarem do que fazem e pelo fato de o futebol americano estar ganhando mais espaço na mídia.
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Os dois jogadores concordam que o principal desafio do esporte hoje é a falta de patrocínio. Augusto explica que é muito difícil angariar fundos para os jogadores. Já tem vários anos que eu jogo e é difícil você não bancar do próprio bolso o seu treinamento, suas viagens, sua manutenção dentro do esporte. O maior desafio é ter incentivadores com dinheiro ou projetos para a manutenção do jogo sem precisar do dinheiro de cada um.”
Sonhos
Apesar dos desafios, os dois jogadores hoje fazem parte da seleção brasileira de futebol americano e já jogaram pelo mundial. Ambos afirmam que já tiveram o sonho de jogar na NFL, mas devido a idade um pouco avançada e por não treinarem desde muito jovens entrar na maior liga de futebol americano do planeta não é mais um objetivo.
“Quando você começa a jogar, entende a realidade. Vai ficando mais velho e vê que isso não tem como mais, mas tem outros sonhos. Eu tinha o sonho de jogar na seleção brasileira e estou jogando, tinha o sonho de jogar um mundial pela seleção brasileira e joguei ano passado. Então NFL não, mas a gente tem outros sonhos realizáveis dentro do futebol americano., explica Augusto.
Já para Diogo Lima (28) , jogador do Brasília V8, o principal desafio do esporte é obter um bom espaço na mídia.
“O principal desafio no Brasil é o mesmo de todos os outros esportes, chegar num nível que a mídia dê espaço pra todos os esportes, não só o soccer. Com poucas pesquisas, você pode achar várias reportagens e depoimentos sobre aqui em BSB, sobre o soccer não gostar de ver o futebol americano crescer e querer atrapalhar. Logo aqui que o time de soccer nem é tão grande, imagina em outros locais que têm times fortes e mais influentes”.
Por Laura Name e Henrique Kotnick


