O ritmo é de solidariedade. Na percussão, o grupo brasiliense Patubatê encontrou uma forma de colaborar com projetos sociais ao som de tambores, surdos, chocalhos, caixa e muita vontade. Oficinas gratuitas são abertas à comunidade a fim de disseminar maracatu, baião e outros ritmos. Nos encontros, eles usam instrumentos construídos a partir de peças de carros, extintores de incêndio, tonéis de plástico e baldes de metal. O grupo entra em sintonia com comunidades carentes (de forma itinerante) em lugares como Planaltina e Santa Maria.
Confira ensaio do grupo com alunos da oficina:
“A gente costuma falar que as oficinas vão de 12 a 120 anos”, brinca o diretor artístico e músico Fred Magalhães. A ideia é trazer música para as pessoas carentes e também somar uma base de fãs, já que os alunos tornam-se interessados e procuram apresentações do Patubatê para conhecer melhor o projeto. “As pessoas assistem, participam e acabam querendo voltar para assistir aos shows”, afirma.

O carnaval é palco para os artistas. Nesse ano, o Patubatê vai levar a oficina para as ruas com a Oficina e Bloco Eletrônico Patubatê. Os alunos ensaiam arduamente no período pré-carnaval para preparar uma apresentação para as festas, como de costume, não há cobrança de preço para as aulas que começam em fevereiro. “A gente resolveu botar um bloco na rua. Nós interagimos muito com o público”, conta.
O som que o Patubatê produz é algo original que vem da mistura de vários elementos. Segundo o idealizador, o som vem de ritmos clássicos do Brasil somados à música eletrônica. “As batidas são bem nossas. Temos várias influências como maracatu, baião (…), mas nós procuramos fazer algo bem a gente. É uma forma diferente de fazer música”.
Confira videoclipe do grupo Patubatê:
Bruno Santa Rita


