Palcos do DF: professora que denunciou situação do Teatro Nacional lamenta demora de reabertura

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A professora de balé Norma Líllia, 72, tomou uma decisão dolorosa. Em 2013, ela denunciou as condições do Teatro Nacional Cláudio Santoro para a mídia, que funcionava sem alvará de funcionamento, e isso acarretou no fechamento das instalações em 2014. “Chamei toda a mídia para que vissem a realidade do Teatro. Em um incêndio morreriam todos, sem rampa de saída, corrimões e com espaços reduzidos. Não havia saída, tinham que fechar”.

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Numa vistoria feita pelo Corpo de Bombeiros, foram encontradas 33 irregularidades. A dançarina Amanda Augusta, 20, disse que o local estava precário e necessitava de reforma. “Os espelhos estavam mofados, tinham fios desencapados e luzes queimadas”. Ela também lamenta a lentidão na reforma e disse que está tendo dificuldades para encontrar espaços semelhantes para suas apresentações.

Assista à reportagem sobre a situação do teatro

A Secretaria afirmou, por nota à reportagem, que estão tentando abaixar os custos da reforma. Em 2015, foi contratado um projeto no valor de R$ 3,6 milhões, mas que  para ser realizado, à época, custaria R$ 220 milhões. Disseram ainda que começariam as obras pela sala Martins Penna e reabriram em agosto deste ano o Foyer da sala Villa-Lobos, cujos reparos são mínimos.

Norma, professora de ballet em Brasília há mais de 50 anos, se apresentava no teatro duas vezes ao ano e diz não acreditar na reforma “agora, para dar satisfação a cidade, vão “reformar a Sala Martins Penna”, não sei se terei tempo de vida para ver isso.” Além disso, também ressaltou o valor da obra, a qual considera “caríssima e sem estrutura alguma”.

De acordo com o Tenente Coronel Pablo Xavier, responsável pela subdiretoria de vistorias, devem ser feitas manutenções nas partes elétricas, hidráulicas e de incêndios. O coronel ressaltou também que o teatro foi aberto na década de 60, e com o passar do tempo, ocorreram problemas com a sua manutenção.

Quem passa pelo local encontra as portas de vidro da entrada trancadas, mas ao se aproximar é possível ver seguranças que fazem a vigia do teatro e bloqueiam a entrada de pessoas. Algumas janelas de vidro que compõem a arquitetura da obra estão quebradas. Pedimos autorização da Secretaria da Cultura para entrar nas salas e verificar a situação interna do teatro, porém não fomos autorizados.

Por Carolina Bertozzo

 

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