Passageiros lamentam que precisam recorrer a transporte pirata

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Apenas entre janeiro e julho deste ano, o Detran, junto a Polícia Militar (PM) e o Departamento de estradas de Rodagem do DF (DER) já autuaram 3.301 motoristas por transporte remunerado de bens e pessoas irregularmente. As vans e ônibus piratas circulam em horário de pico pelas faixas exclusivas de forma impune, cobrando o mesmo valor dos ônibus, R$ 5, conforme a reportagem apurou na Estrada Parque Taguatinga (EPTG).

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Foto Agência Brasília

A publicação da Lei nº 13855, de 8 de julho de 2019, tornou o transporte irregular infração gravíssima,em vez de grave. Com isso, a multa passou de R$ 195,23 para 5 vezes R$ 293,47, totalizando R$ 1.467,35. O veículo também é removido ao depósito e são registrados sete pontos no prontuário do condutor.

A secretária Isabelle Costa, de 27 anos, na parada de ônibus na EPTG, reclama que faltam transportes públicos e que, por isso, recorre ao  “pirata” . “Eu e minhas amigas não gostamos muito, mas quando a gente perde o ônibus entramos no pirata. Ele chega caindo aos pedaços todo estragado e fedido, mas fazer o quê?”. Para ela, não tem problema andar no transporte irregular já que “a polícia nunca para esses veículos, mesmo sabendo o que está acontecendo”.

Segundo Roberto Vieira, 35 anos, pegar transporte irregular é ocasião da qualidade dos transportes públicos, muito precários. “A gente sabe que é errado mas, ou é isso ou é esperar um ônibus por mais 45, 50 minutos, para talvez entrar nele.”

Os principais destinos dos transportes irregulares são Taguatinga Sul e Norte, Eixão Norte e Sul, Candangolândia, Núcleo Bandeirante e Estrutural.

 

O que diz a PM

 

Em nota ao Primeira Impressão, a PM reforçou que trabalha de forma incessante para a segurança do trânsito em todo o Distrito Federal. “Além de multa e perda de pontos na carteira, os condutores que realizam transporte pirata podem responder por exercício irregular da profissão. Os motoristas assinam Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), comprometendo-se a comparecer em juízo, não ocasionando prisão.”

 

Por João Carlos
Supervisão por Luiz Claudio Ferreira

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