A torcida compareceu, o time tentou, mas nada foi capaz de parar o imbatível Molico/Osasco. Ontem (27), no ginásio do Sesi, em Taguatinga, o time paulista fez 3 a 1 na equipe candanga e sacramentou a vaga nas semifinais da Superliga Feminina. Com o triunfo, o Molico/Osasco chegou a fantástica marca de 28 vitórias em 28 jogos, um recorde no torneio. Mesmo com a derrota, o Brasília Vôlei, único estreante que se classificou para os playoffs, se despede de cabeça erguida.
O Brasília Vôlei começou a partida com tudo e abriu fáceis 7 a 4, placar na primeira parada técnica. Érika, principal jogadora até o momento, pontuava bem e mantinha um ritmo forte na defesa. Em contrapartida, Flávia, levantadora que entrou no lugar da lesionada Camila Adão, cedeu pontos ao adversário em erros infantis. Pelo lado do Molico/Osasco, Sheilla, ainda tímida no jogo, tentava conter os bons ataques do time da casa. Mesmo colocando Gabi e Adenízia em quadra, a equipe do técnico Luizomar de Moura cometeu muitos erros e perdeu o primeiro set: 21 a 19.
Quando parecia possível vencer o líder invicto do campeonato, o Brasília Vôlei se desestabilizou no segundo set e viu o nervosismo tomar conta das jogadoras. Com Sheilla forte no bloqueio e Fabíola ousando no saque, o Molico/Osasco abriu 7 a 1 no placar, com tranquilidade. Completamente fora de sintonia, Flávia mais uma vez se mostrou insegura e voltou a errar. Outra personagem do set, Thaísa, central de 1,96m, chamou a responsabilidade e anotou pontos importantes pelo meio de rede. No fim, vitória do Molico/Osasco pelo placar de 21 a 14, momento em que retomou o bom volume de jogo característico da equipe.
Massacre paulista nos sets finais
Aproveitando-se dos erros e da fragilidade do time da capital, o Molico/Osasco não tomou conhecimento e venceu o terceiro e quarto set por 21 a 8 e 21 a 10, respectivamente. Apesar de uma arbitragem confusa em certos momentos, o líder pôde se dar ao luxo de colocar algumas reservas no fim do jogo sem perder a larga vantagem no marcador.
Ao Brasília Vôlei, equipe formada nesta temporada, fica o sentimento de dever cumprido, já que perder para as favoritas ao título não é algo tão ruim. A torcida, que mais uma vez deu show no ginásio do Sesi, reconheceu o bom trabalho das atletas e aplaudiu de pé a saída das jogadoras. A central Adenízia foi escolhida a melhor em quadra e ficou com o Troféu VivaVôlei, enquanto sua companheira Thaísa foi a maior pontuadora com 14 acertos.
Para Elizângela (2), oposta do Brasília Vôlei, a equipe alcançou a meta apontada pela equipe, que era chegar entre as oito finalistas e se classificar para a próxima temporada. “Jogar contra o Osasco é difícil, elas são a base da Seleção Brasileira. É um time montado para ganhar”, avaliou. Mesmo com a derrota, ela se mostrou satisfeita com o desempenho do time da casa. Confessou estar apenas aguardando as negociações, pois tem a intenção de continuar jogando em Brasília e agradeceu o apoio da torcida.
Sheilla (13), enfatizou que agora o foco é uma boa preparação para as semifinais, “Estamos nos preparando para entrar forte contra o Sesi”. A oposta elogiou a iniciativa das ex-jogadoras Leila e Ricarda em montar um time competitivo na capital federal, “Mesmo chegando na última hora, o time tem grandes atletas e é um grande incentivo ao vôlei.
Por Ana Luiza Campos, Clara Sasse, Tácido Rodrigues e Victor Fernandes. – Agência de notícias UniCEUB.
Fotos: Ana Luiza Campos e Victor Fernandes.


