Procurar o amor da vida em aplicativos de relacionamento pode parecer um conto de fadas que começa com o clássico “Era uma vez…”. Mas pode não ter um final feliz.
Uma pesquisa publicada na revista científica Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking (Ciberpsicologia, comportamento e redes sociais, em tradução literal), da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, mostrou que houve uma média de nota de 2,79 para classificar sua satisfação com Tinder numa escala de 0 a 5. Confira aqui a pesquisa.

Os pesquisadores que trabalharam no tema foram Elias Aboujaoude, Lucien Rochat, Francesco Bianchi-Demichelli, e Yasser Khazaal.
Maioria em relacionamentos
No levantamento, foram ouvidos 1.387 usuários do Tinder interessados em encontrar o “amor verdadeiro” ou ter parceiros sexuais casuais. “Curiosamente, 65,3% dos usuários do aplicativo eram casados ou estavam em um relacionamento, e apenas 50,3% dos usuários do aplicativo o usavam para conhecer alguém offline”.
A pesquisa aponta que os participantes que utilizam o aplicativo para lidar com dificuldades pessoais parecem mais propensos a reportar níveis mais elevados de insatisfação.
Especialista em saúde mental, o psicanalista Flávio Calile nega que aplicativo está ameaçado por causa disso.
“No bar, nos encontros, não é só a beleza que está em jogo, lá sim conseguimos ver o indivíduo como um todo e assim admirar as beleza que há no ser humano e não somente um padrão estético imposto pela sociedade”, reflita.
Por Mauricio Massouh
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira