“Programação de índio na verdade é a vida inteira. Programa de índio na capital só pode ser no dia 19”, lamentou o diretor do memorial, Álvaro Tukano. Ele é indígena da tribo dos Tukanos, líder do movimento indígena há 45 anos e defende que a cultura indígena deve ser espalhada para toda a população, não só brasiliense, mas brasileira. “Nós temos hoje uma lei, que orienta as escolas a conhecerem a cultura indígena e negros. Quando o estudante, o professor não conhece a questão indígena ele sempre vai ficar com preconceito e outras barbaridades”.
Álvaro também comentou que ser índio é muito mais que andar pelado, ser índio é ser o brasileiro mais antigo, é o preservador do meio ambiente e ele ressaltou que devemos entender essa cultura antiga, que é patrimônio do povo brasileiro. ”Nós somos no Brasil 315 povos, falantes de 275 línguas. Ser índio é um motivo de ser muito feliz”.
A professora de antropologia, Flor Marlene, comenta que a importância da cultura de comemorar o dia do índio no Brasil é deixar um legado da cultura contemporânea do Brasil. “É um momento de reflexão da colonização do Brasil que aconteceu com os índios quando eles foram colonizados, colocados como cidadãos de segunda categoria”.
Comemoração
O memorial do índio terá uma programação especial no domingo com a presença do governador do DF, Rodrigo Rollermberg. Como celebração do dia do índio, estão previstas a divulgação de um vídeo com o batismo da tribo Krahô de Tocantins, apresentação da tribo Fulni-ô de Pernambuco, um minicurso de tupi guarani com um índio Makau Kamayurá e uma exposição para comercializar produtos indígenas do lado externo do memorial. O dia do índio será comemorado no memorial de 10 da manhã até às 22 horas com essas atrações. O local funciona também de segunda a segunda, entre as nove da manhã até às 17 horas.
Por Victor Fernandes


