Para o dono da galeria mais visitada de Brasília, a Urban Arts, Daniel Mangabeira, geralmente, as pessoas escolhem no site e depois preferem ir nas galerias para adquirirem os quadros. Segundo ele, o preço do frete e a distorção da visão das cores não atrae os compradores para a aquisição virtual.“Vendemos mais nas lojas e não na internet”, afirma.
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“O mercado online já há um tempo já está estabelecido, mesmo assim a obra de arte tem que ser vista”, diz. De acordo com Mangabeira, a galeria torna táctil aquilo que você vê de forma virtual. “Por isso o espaço físico da galeria é importante mesmo nesse mundo virtual”, completa.
“O público jovem é mais exigente que o público mais velho”, diz. Para Mangabeira, a enorme quantidade de informação que o jovem tem pela internet treina o olhar desse público, eles têm uma noção visual mais ágil. “O público mais velho tem dúvida na hora da compra”, completa.Segundo ele, o jovem já sabe o que quer, mesmo sem conhecer arte. A grande maioria que vem comprar havia pesquisado previamente.
Mercado promissor de Brasília
A franquia da Urban Arts, possui quase 10 mil peças de mil artistas cadastradas para revenda em 12 galerias espalhadas pelo país. Segundo o dono, o mercado do grafite é bom e promissor, sendo considerado positivo, mesmo que o mercado de arte no Brasil ainda seja muito jovem, exceto por São Paulo. “Artistas jovens que tem um trabalho legal, mas não têm tanto escopo são encontrados aqui”, completa.
“A facilidade de reprodução com qualidade torna possível a arte urbana ser rentável”, explica. Existem grafiteiros que fazem intervenções urbanas e pequenos quadros. Se alguém vende uma fotografia de uma obra grafitada, tem que ceder os direitos autorais para o artista original. “Esse campo é bem amplo”, completa.
Mensagem
Mangabeira acredita que o grande lance da obra de arte urbana é a mensagem além da arte em si. “A arte urbana sempre tem o que dizer, as vezes é uma crítica ou uma intervenção em um local em que precisa de atenção”, afirma. Ele ainda conta que a arte tem uma filosofia por trás e um tempo de maturação.
Intervenção tipográfica
“As letras não podem ser consideradas uma nova estética, é uma nova forma de interação e expressão do artista com o espaço público”, afirma sobre as obras com frases reflexivas encontradas em várias partes da capital.
“Se artista transforma a tipografia numa expressão plástica, pode ser considerada uma intervenção de grafiteiro. Nem toda intervenção de grafia é um grafite”, critica o dono da galeria. Mesmo assim, ele afirma que vendem bastante na Urban Arts quadros com essas frases.
Acessibilidade
A ideia da Urban Arts é disseminar a arte com mais acessibilidade, apoiar jovens artistas, e essa arte possa ser utilizada de qualquer maneira, como decoração. A digitalização de obras torna a venda mais viável para jovens e pessoas comuns. O artista não paga nada para expor.
A Urban Arts não faz reprodução de obras conhecidas, apenas intervenções por grafiteiros em cima do molde dessas pinturas como na da renomada Mona Lisa.
Por Thaís Betat


