Duas exposições colocam, neste mês, o brasiliense em contato com as histórias do genial artista e inventor italiano Leonardo Da Vinci (1452 – 1519) e obras do artista catalão Joan Miró (1893 – 1983). As duas atrações têm entrada gratuita.
Ele pensou antes
O Museu do Tribunal de Contas da União (TCU) recebe a exposição “Leonardo da Vinci: A natureza da invenção” até o dia 27 de setembro. Com inauguração em 21 de julho, a exposição recebe em média 540 visitantes por dia.
A mostra conta com peças interativas desenvolvidas por engenheiros da Universcience, instituição francesa, além de modelos históricos em madeira e dispositivos eletrônicos. O acervo foi desenvolvido em comemoração aos 500 anos do nascimento do artista pelo Museu Internacional da Ciência e da Tecnologia Leonardo da Vinci, em Milão, Itália.
A exposição, que já passou por Monique, Paris, Milão e São Paulo, segue para Londres depois de Brasília. O Tribunal disponibiliza visitação acompanhada por um monitor, além do agendamento de grupos escolares. Basta ligar para (61) 3316- 5167 para agendar a data e o horário. O Museu está aberto todos os dias com exceção de terça-feira, dia em que é feita a manutenção, das 8h às 20h, inclusive nos finais de semana.
A exposição “A Magia de Miró” está aberta para visitação na Caixa Cultural, na Galeria Principal. A exibição conta com 69 obras, entre desenhos e outras gravuras, e 23 fotografias de Alfredo Melgar. 56.897 pessoas já viram de perto as obras, desde 30 de junho, início da exposição.
Segundo o Núcleo de Exposições da Caixa Cultural, “A Magia de Miró” tem uma das amostras mais procuradas. A exibição já passou por São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, recife, Salvador e Fortaleza. Em Brasília a visitação ocorre até o dia 30 de agosto.
Arte no Brasil
A Artista Plástica e professora universitária Deia Francischetti explica que “a importância das disposições de arte em Brasília é fazer com que o brasiliense tenha contato com arte rara. A artista ressalta que os espaços na Capital são pequenos, restritos e não recebem os devidos cuidados. “Na verdade não temos espaços museológicos em Brasilia, temos empresas e firmas que trazem para cidade algumas coisas que são do interesse do brasiliense”, afirmou.
A professora explica que há quatro eixos que constituem a existência do homem: a arte, religião, filosofia e a ciência. ”A arte ensina a respeitar a individualidade, a personalidade. Já o governo e a tecnologia impõem o comportamento”, fala. Por isso é uma demanda urgente e necessária, pois “a arte é um eixo que explica a existência humana, que vão fazer com que a pessoa tenha independência”, diz.
Deia Francischetti acredita que as exposições artísticas no Brasil tendem a fortalecer no período de grandes eventos que atraem a população do mundo todo. “Vamos ter visita de pessoas que convivem com a arte desde sempre”, diz. Ela acredita que há uma falha na educação que prejudica o compreendimento da arte, além da falta de acesso a cultura. “É um roubo intelectual, o brasileiro está sendo violentado como indivíduo”, relata.
A artista plástica conta que a obra do artista renascentista Da Vinci demonstra a “construção, a razão extrema, que fala sobre o figurativo, o realismo”. Já Miró apresenta o “abstrato, a idealização, o sonho, os devaneios”.
Exposições
A Caixa Cultural funciona de terça a domingo, das 09h às 21h. A Caixa fica no Setor Bancário Sul (SBS), quadra 4, próximo ao Banco Central.
O Museu do TCU funciona de quarta a segunda, das 08h às 18h. O Tribunal fica no Setor de Administração Federal Sul (SAFS), quadra 4; atrás da Supremo Tribunal Federal (STF). O Museu fica no térreo do Edifício Sede.
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Por Daniella Bazzi
Imagens: Agência Brasil e Caixa Cultural



