Coletivo produz documentário sobre riscos para mulheres quilombolas no Brasil

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O coletivo de mulheres da Coordenação Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) exibiu, nesta quinta, documentário sobre os riscos para ativistas na defesa territorial, com o objetivo estratégico de segurança para essas mulheres.

Foto feita por: Mariana Mazzaro/agência de notícias UniCeub


Inconformadas com a violência contra as mulheres negras quilombolas no Brasil, em uma delas o caso de execução de Maria Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete, que foi executada por traficantes de drogas, o coletivo produziu o documentário em que retrata casos em que mulheres quilombolas foram perseguidas e que perderam seus territórios.

A iniciativa conta também com o apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e do Instituto Ibirapitanga.

Em apresentação do documentário, a Coordenadora do Coletivo de Mulheres da Conaq, Selma Dealdina disse que o projeto reitera a visibilidade e orçamento para trazer mais recursos e força a essas mulheres vulneráveis. “Precisamos de mais escuta e esse espaço é muito importante para todas nós” disse.

Resistência

Rosária Ribeiro mora no Vale do Jequitinhonha. Foto: Mariana Mazzaro/Agência de Notícias Ceub


Aos 55 anos, Rosária Ribeiro da Rocha Costa, participa de algumas ações de lideranças de mulheres quilombolas chamada Comissão das Comunidades Quilombolas do Vale Jequitinhonha (Coquivale).

Em entrevista, ela disse que é preciso força para lutar pelos direitos. “Tivemos muitas violências e uma delas a 4 meses atrás, no dia 08 de outubro de 2025, numa comunidade quilombola de Minas Novas no Jequitinhonha também que foi violentada, entre elas mulheres, crianças, adolescentes e esposos” , disse.

Apoio 

Ativista do DF pede leis mais rigorosas. Foto: Mariana Mazzaro/Agência de Notícias Ceub


A ativista Margarete Rose Santos Alves, de 53 anos, acredita que são necessárias leis mais rigorosas para grileiros e monitorar os territórios quilombolas com a segurança pública a partir da visibilidade que o documentário propõe.

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Por Mariana Mazzaro

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira



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