O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro abriu as inscrições para receber curtas e longas. É a 59ª edição do evento. As obras podem ser apresentadas até o dia 24 de maio. O evento será no período de 11 a 19 de setembro.
O evento de abertura das inscrições com a presença de Claudinei Pirelli (integrante do Comitê Gestor da Câmara Legislativa do DF), Cláudio Abrantes (Secretário de Cultura e Economia Criativa do DF) e Sara Rocha (Diretora Geral do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro).

Durante o lançamento, Abrantes destacou o fortalecimento do audiovisual no DF e o crescimento do público do festival nos últimos anos: saltou de 59 mil pessoas em 2023 para mais de 165 mil em 2025.
Segundo ele, a consolidação de políticas contínuas e parcerias institucionais têm reposicionado o evento no cenário nacional. “O festival se reafirma como vitrine do cinema brasileiro e como espaço estratégico de lançamento de obras”, afirmou.
Antecedência
A diretora do Cine Brasília, Sara Rocha, ressaltou a importância da antecipação do calendário, que garante maior previsibilidade para realizadores e amplia a participação nacional. “Abrimos as inscrições com dois meses de antecedência, o que fortalece a curadoria e amplia o alcance do festival”, explicou.
A edição de 2026 contará com mostras competitivas nacionais divididas entre longas-metragens, com no mínimo seis filmes acima de 60 minutos, e curtas-metragens, com pelo menos 12 produções de até 30 minutos.

Os selecionados recebem cachês de R$ 30 mil para longas e R$10 mil para curtas, além de concorrerem ao tradicional Troféu Candango.
Já a Mostra Brasília, coordenada pelo comitê gestor ligado à Câmara Legislativa, terá cinco longas e dez curtas, com duração total de até 600 minutos. A premiação soma cerca de R$297 mil, distribuídos em nove categorias.
Outro destaque é o investimento em formação e mercado, com oficinas, painéis e atividades voltadas à profissionalização do setor. A programação também prevê ações de sustentabilidade e inclusão, com a meta de manter o evento carbono zero e ampliar recursos de acessibilidade, como Libras, audiodescrição e legendas descritivas em todas as sessões.
Novo projetor
Entre os anúncios, está a modernização do Cine Brasília, que receberá um novo projetor a laser, com investimento de cerca de R$ 700 mil.
A tecnologia promete maior qualidade de imagem e som, além de menor consumo de energia. Também foi confirmada a reforma do Cine Itapuã fechado há mais de 20 anos. O investimento previsto chega a R$9,4 milhões, entre obras e aquisição de equipamentos.
No campo das políticas públicas, o secretário destacou a atuação da Brasília Film Commission, que apoiou 92 produções em 2025 e mobilizou cerca de 1.400 profissionais. Ele também abordou a reestruturação do Polo de Cinema, em Sobradinho, que passa de três para aproximadamente 18 hectares regulamentados, com possibilidade de instalação de estúdios e uso acadêmico.
A expansão do complexo do Cine Brasília integra os planos futuros. A Secretaria de Cultura prevê concurso de arquitetura para criação de um anexo com cinemateca e nova sala de exibição, sem finalidade comercial. O projeto inclui diálogo com a comunidade local.
A programação do evento também incorpora iniciativas de preservação e formação de público. A reativação do projetor 35 mm permitirá exibições com características originais de imagem e som, em parceria com a Cinemateca Brasileira. A ação deve integrar a agenda cultural da cidade, com sessões especiais gratuitas.
Para Sara Rocha, o fortalecimento do Cine Brasília e do festival reafirma a importância da experiência coletiva no cinema. “A sala escura, o som potente e a tela grande seguem insubstituíveis”, afirmou.
O festival mantém sua proposta de valorizar o cinema nacional e incentivar produções brasilienses, com dezenas de títulos inéditos e busca atrair profissionais de todo o país.
A expectativa da organização é superar os números de público das últimas edições e consolidar ainda mais o evento como um dos principais pólos do audiovisual brasileiro.
Por João Pedro Carvalho e Sophia Santos
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira


