A sequência de Super Mario Bros: O Filme, que arrecadou expressivos US$ 1,36 bilhão em bilheteria global, chega às telonas nesta quarta-feira (1º) e traz de volta os personagens mais amados dos games. Dessa vez, Mario e companhia irão embarcar em mais uma aventura.
Após salvarem o Reino dos Cogumelos, Mario, Luigi e Peach partem em uma missão espacial para resgatar a Princesa Rosalina, a Mãe das Estrelas, sequestrada pelo vingativo Bowser Jr. A película ainda conta com os novos personagens Yoshi e o piloto espacial Fox McCloud (protagonista da franquia Star Fox), e o retorno de Toad e Bowser.
Confira o trailer de “Super Mario Galaxy: O Filme”
Super Mario Galaxy
O longa adapta o jogo Super Mario Galaxy, lançado em novembro de 2007, e narra como Bowser sequestra a Princesa Peach e seu castelo durante o “Festival das Estrelas”, levando-os ao espaço para fundar seu próprio império.
Mario percorre várias galáxias em busca de Estrelas do Poder para ativar o Observatório de Cometas de Rosalina e resgatar a princesa, enfrentando Bowser e restabelecendo a ordem no universo.
Velocidade que diverte, mas…
Agora sem se preocupar com a introdução dos personagens principais, feita no primeiro longa, a continuação tem um ritmo acelerado desde o começo.
Em algumas partes do filme, essa agilidade pode atrapalhar, para o público, os desenvolvimentos de cenas e de personagens. No entanto, esse andamento veloz da história combina com o videogame da Nintendo e funciona nas telonas.
Os personagens que mais sofreram com o ritmo foram Yoshi, Toad e Bowser. O dinossauro verde teve sua introdução apressada e pouco desenvolvida; entretanto, no restante do filme, o personagem rouba as atenções com seu carisma. Toad teve poucas aparições em comparação com o primeiro longa, e Bowser teve seu arco de redenção bastante acelerado: o rei dos Koopas teve sua personalidade alterada bruscamente várias vezes no longa.
Beleza técnica versus ritmo
A animação feita pela Illumination é impecável. O estúdio criou ambientes de todos os biomas: desertos, planetas de gelo, planetas aquáticos, com diversos tipos de cores e construções.
O nível de detalhes é surpreendente e impressiona como evoluiu desde o primeiro filme, que terminou com um saldo positivo.
Mesmo que seja bonito, não houve tempo para admirar os espaços. A velocidade do filme fez os ambientes perderem sua relevância, e a sensação que fica é de esquecimento dessas lindas paisagens: tantos lugares apareceram, mas tiveram pouco tempo para ser contemplados.

Trilha sonora em sintonia
Outro ponto: a trilha sonora também merece atenção. As músicas do lendário Koji Kondo (compositor das trilhas sonoras dos jogos do Mario) foram ajustadas por Brian Tyler (compositor da trilha sonora do filme Super Mario – O Filme) para o formato e contribuíram indubitavelmente com o prosseguimento da história.
Um banquete para os fãs
O filme é deleite para os fãs do personagem, cheio de referências ao longo da película, e a maioria delas não foi forçada. Cenas em 8 e 16 bits e novos power-ups tornam a experiência de um admirador dos games ainda melhor.
E o universo criado nesses dois filmes não deve acabar. No final da película, há duas cenas pós-créditos: uma mais engraçada e outra que revela novos planos para o futuro da saga. Também a aparição de Fox McCloud e outros personagens alimenta a ideia de um possível universo compartilhado dos jogos da Nintendo nos cinemas.
Ficha Técnica
Título Original: Super Mario Galaxy: O Filme
Direção: Aaron Horvath e Michael Jelenic
Roteiro: Matthew Fogel
Dublagem: Raphael Rossatto, Carina Eiras, Manolo Rey, Marcio Dondi, Eduardo Drummond, Charles Emmanuel, Donald Glover.
Gênero: Animação
Duração: 1h 39m
Classificação Indicativa: Não recomendada para menores de 6 anos
Por Felipe Farias (repórter assistiu ao filme a convite da Espaço/Z)
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira


