Escola e famílias têm papel central contra bullying, diz psicóloga

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Agressões físicas, humilhações, intimidações, xingamentos, ameaças e exclusão, quando toleradas e não enfrentadas, tendem a se repetir e virar um problema coletivo.

A psicóloga Ludymila Borges Santana destaca que a escola e as famílias de crianças têm papel central na prevenção ao bullying.

Nas unidades de ensino, é preciso resguardar uma cultura de respeito, com espaços de escuta e ações contínuas.

Além disso, segundo a profissional, é necessário ensinar empatia e responsabilidade nas relações, promover o desenvolvimento de habilidades sociais nas crianças e adolescentes.

1 a cada 4 sofrem

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), do IBGE, revelam que um em cada quatro estudantes já foi vítima de violência física ou psicológica na escola.

Especialistas alertam que o problema ganha novas dimensões com o avanço do cyberbullying, que amplia o alcance das agressões e intensifica seus efeitos sobre a saúde mental de crianças e adolescentes.

Acompanhar o uso da internet é essencial, pois a exposição digital pode ultrapassar limites e causar sofrimento psíquico, exigindo atenção dos responsáveis conforme a Lei de Combate ao Bullying e o ECA.

O cyberbullying é contínuo, pode ocorrer a qualquer momento, e amplia o impacto emocional.

“Não basta agir só quando o problema aparece, devemos trabalhar com prevenção”, afirma a docente.

Incentivar o diálogo aberto, sem julgamentos, cria um ambiente em que a criança ou adolescente se sinta seguro para falar, esse acolhimento facilita que eles relatem situações de violência ou angústia.

Observar o comportamento no dia a dia pode revelar pequenas mudanças indicativas de sofrimento emocional que devem ser investigadas.

Sinais

Alguns comportamentos podem indicar que a criança ou o adolescente está sofrendo ou envolvido em situações de violência:

  1. Isolamento repentino ou afastamento de amigos,
  2. queda no desempenho escolar,
  3. mudanças de humor,
  4. tristeza frequente, apatia, ansiedade ou irritabilidade,
  5. resistência em ir à escola, ou sair com amigos,
  6. recusa em usar redes sociais,
  7. alterações no sono ou apetite,
  8. mudanças bruscas de comportamento,
  9. uso de roupas para esconder o corpo, mesmo em dias quentes,
  10. medos que antes não tinham.

É fundamental identificar sinais precoces com prevenção dentro de casa e no ambiente escolar.

Segundo a especialista clínica infanto juvenil, mudanças de comportamento devem ser observadas.

“Mudanças de comportamento, isolamento e queda no rendimento escolar são sinais importantes de que algo pode não estar bem”, diz a especialista

Por João Roberto Delattre

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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