A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, nesta terça-feira (9), por 11 votos a 9, um projeto que autoriza um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ao Banco Regional de Brasília (BRB), em meio a debate acalorado sobre os riscos para as contas públicas e a necessidade de resgatar a instituição financeira.

À Agencia CEUB, Joaquim Roriz Neto (PL) e Roosevelt Vilela (PL) argumentaram que o empréstimo é uma medida necessária para preservar a estabilidade do banco.
“Com esses recursos, o banco terá estabilidade. A instituição financeira vive de credibilidade, então esses recursos vão dar continuidade à sua vida, que já é um exemplo de grande sucesso, tirando essas intempéries”, afirma Roosevelt
Roriz completou que os parlamentares recebemos todas as notícias preliminares que o presidente do BRB apresentou.
“Não foi a Câmara Legislativa que formulou o projeto, mas precisamos tirar o banco da crise e também punir os responsáveis pelo rombo”

Críticas
Por outro lado, Max Maciel (PSol) e Fabio Felix (PSol), criticaram o projeto e alertaram os possíveis impactos financeiros que o empréstimo pode trazer ao orçamento do Distrito Federal.
“Ao se comprometer com o empréstimo, a saúde financeira fica comprometida. Vamos ter que pagar essa conta e o nosso orçamento já está apertado, com déficit em alguns trimestres. O povo vai pagar essa conta, e isso se refletirá na política pública”, disse Maciel.
Fabio Felix destacou que o projeto impõe restrições severas aos gastos do governo.
“O projeto aprovado ratifica um empréstimo de mais de 6 bilhões do GDF com o Fundo Garantidor. Entre os critérios, há congelamento de salários de servidores públicos, de concursos e um teto para investimentos sociais. Isso pode gerar inviabilidade do próprio funcionamento do Estado nos próximos 15 anos e afetar a população do DF”, afirmou.

O projeto, aprovado em regime de urgência, surge em meio a investigações sobre perdas financeiras anteriores do BRB e à expectativa de responsabilização dos gestores que causaram prejuízos.
A medida divide opiniões sobre a melhor forma de equilibrar o resgate da instituição financeira e a preservação das políticas públicas essenciais.
Por: João Pedro Carvalho
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira


