A Copa do Mundo de 2026 tem seu início nesta quinta-feira (11). Com o maior número de seleções, 48 no total, o torneio conta com diversas histórias, recordes a serem superados e craques de todos os continentes com o sonho de conquistar o mundo.
Veja como chegam as seleções participantes do mundial dos grupos A até o F.
Grupo A
México: A seleção Mexicana chega para a Copa do Mundo sendo o país que mais sediou a competição três vezes, 1970,1986 e 2026. Com uma nova geração a equipe chega com o objetivo de conseguir passar das oitavas de finais, fato que não acontece há 40 anos. Liderados pelo atacante Raúl Jiménez, atleta do Fulham-ING, é a esperança de gols da equipe. Além do experiente Guillermo Ochoa, que chega para bater o recorde de jogador com mais participação em copas, seis no total ao lado de Messi e Cristiano Ronaldo
Por ser o anfitrião o El Tricolor não precisou jogar as classificatórias. Entretanto, a seleção utilizou as datas para jogar amistosos e desempenhou resultados positivos nos jogos, os Mexicanos chegaram a jogar contra o Internacional e saíram vitoriosos por 2 a 0.
África do Sul: Os Sul Africanos irão jogar sua quarta copa, sendo a última participação em 2010, onde foram o país sede e voltam para a disputa do torneio. O seu maior destaque é o atacante do Burnley-ING, Lyle Foster, o centroavante chega com experiência das divisões da Inglaterra para agregar ao elenco.
A Bafana Bafana conseguiu sua vaga liderando o grupo C das eliminatórias africanas e garantiu a vaga direta para o torneio. Os objetivos para a seleção é conseguir pela primeira vez em sua história passar da fase de grupos da Copa do Mundo.

Coreia do Sul: Os Sul-coreanos chegam com o status de uma das melhores seleções da Ásia e chegam com a marca da sua décima primeira participação de copa seguida. Como em 2022, o destaque da seleção é o atacante e capitão Heung-Min Son, ídolo do Tottenham-ING e atualmente jogador do Los Angeles FC-EUA, desta vez chega com a ajuda do zagueiro do Bayern de Munique, Kim Min-Jae, e o atual bi campeão da Champions League Lee Kang-In.
Os Guerreiros Taeguk chegou a Copa do Mundo como a única equipe na Ásia a se classificar para a competição de forma invicta, no total foram onze vitórias e cinco empates. O objetivo para os Sul-coreanos é por mais uma vez conseguir passar para a segunda fase do torneio.
República Tcheca: Os Tchecos voltam a disputar o torneio após vinte anos sem jogar, sua última participação foi em 2006. A seleção da República Tcheca chega com dois destaques de peso para disputar o torneio o meio-campista Souček, do West Ham, e o atacante do Schick do Bayer Leverkusen, são a esperança para as vitórias no mundial.
O caminho para a Repre até a Copa do Mundo não foi tranquilo, ficaram em segundo lugar no seu grupo e dessa forma tiveram que disputar a repescagem europeia. Na briga pelas últimas vagas, eliminaram a Albânia por dois a um e no último jogo buscaram a classificação nos pênaltis contra a Dinamarca. O objetivo para a seleção é passar pela fase de grupos.
Acompanhe o lance a lance dos jogos
Grupo B
Canadá: Um dos outros anfitriões chega para disputar sua terceira Copa do Mundo e sua segunda consecutiva. O Canadá também será pela primeira vez sede do torneio e não precisou disputar as classificatórias para ter sua vaga, entretanto também utilizou as datas para jogar amistosos com outras seleções.
O destaque e capitão dos Les Rougues o lateral do Bayern de Munique Alphonso Davies, chega como o único jogador canadense a marcar um gol em Copa Do Mundo. O objetivo para a seleção é conseguir a primeira vitória no torneio, onde nas suas duas outras participações não conseguiram
Bósnia e Herzegovina: A Bósnia volta ao torneio para jogar pela segunda vez em sua história, onde jogou pela primeira vez na Copa do Mundo no Brasil em 2014. A seleção segue com um mesmo nome e destaque Edin Dzeko, o atacante já experiente com 40 anos.

Os Zmajevi teve sua vaga pelas repescagem europeia, sendo o segundo lugar do seu grupo a equipe precisou derrotar duas seleções nos pênaltis o País de Gales e a Itália e dessa forma garantiram a sua volta para a competição. O foco do torneio é pela primeira vez passar da fase de grupos.
Catar: Os cataris chegam para jogar marcando sua segunda presença na competição, a primeira vez que se classificam pelas classificatórias. O objetivo segue sendo o mesmo que a seleção tinha em 2022 ter a primeira vitória no mundial.
O destaque da seleção também segue sendo o mesmo atacante Afif, do Al-Sadd, que mantém a esperança para os Al-Annabi buscarem o seu primeiro triunfo além do lateral brasileiro naturalizado, Pedro Miguel. O Catar ganhou a vaga após liderar o grupo com Omã e Emirado Árabes e ficaram com a vaga direta.
Suíça: A seleção da Suíça irá disputar a sexta Copa do Mundo seguida. O jogador que carrega as esperanças da seleção é o capitão e volante Xhaka, atualmente no Sunderland-ING, que irá disputar sua quarta Copa do Mundo.
Os Nati tem como o foco principal chegar às semifinais, para conseguir ter a melhor campanha de sua história. Os suíços tiveram sua vaga para a Copa pelas eliminatórias da Europa liderando o seu grupo sem perder nenhum jogo e sofrendo apenas dois gols.
Grupo C
Brasil: A seleção brasileira chega para o Mundial de 26 para buscar o sexto título e se isolar como o maior campeão do torneio. O Brasil é o único país que participou de todas as edições. O ciclo para a competição foi bastante instável com quatro técnicos, a equipe teve a pior campanha nas classificatórias da América do Sul em sua história, mesmo assim garantiu a vaga direta.
A esperança de gols são três grandes nomes, o atacante do Real Madrid-ESP, Vinícius Jr que no ano de 2024 ganhou o prêmio de melhor jogador do mundo da FIFA. Além do Raphinha, jogador do Barcelona-ESP, que brilhou na última temporada pelo clube Catalão e ficou em quinto lugar na disputa da Bola de Ouro. O Neymar, atualmente no Santos-SP, chega com experiência no elenco para ajudar uma geração de jovens do Canarinhos.
Marrocos: A seleção marroquina irá disputar sua terceira Copa seguida e chega como uma das melhores seleções africanas do torneio. Com a grande estrela da seleção sendo o capitão e lateral do PSG-FRA, Achraf Hakimi, atual bi campeão da Champions League. Outro destaque é o meia do Real Madrid-ESP, Brahim Diaz que chega para estrear no torneio.
O sonho para o Marrocos é conseguir ter uma campanha parecida no último mundial onde ficou em quarto lugar. Os Leões do Atlas lideraram com sobra seu grupo nas classificatórias africanas para a Copa e foram a primeira seleção do continente a confirmar a ida para a competição. Entretanto, os marroquinos passaram por uma complicação para o torneio, além das polêmicas envolvendo a Copa Africana de Nações, ocorreu a demissão do antigo treinador e a contratação do Mohamed Ouahbi, campeão mundial sub-20 com o país, ele começou seus trabalhos três meses antes do campeonato.

Haiti: O Haiti vai participar da sua segunda Copa do Mundo, onde estreou em 1974. A seleção tem suas expectativas no atacante Duckens Nazon, o atleta com passagem na Europa é o maior destaque da seleção. Junto com RD Congo, o país tem o marco da seleção que mais tomou gol em uma edição com quatorze sofridos na sua estreia.
Os haitianos tem como o objetivo conquistar sua primeira vitória na história do Mundial. A volta para a competição foi selada após um empate de 0 a 0 contra a Costa Rica e uma vitória de 2 a 0 contra a Nicarágua, onde decretou o retorno dos Granadeiros.
Escócia: A Escócia volta a disputar a Copa do Mundo depois de 28 anos fora. Entretanto o país já se classificou para 9 copas e chega com vontade de conseguir pela primeira vez passar das fases de grupos.
O caminho até a vaga das Tartan Army foi bastante inconstante, entretanto no último jogo a seleção passou com um golaço o meia Mc Tomnay, do Napoli-ITA, marcou um gol de bicicleta para garantir a ida dos europeus. O próprio é o maior destaque da seleção e junto com o seu capitão e ídolo do Liverpool-ING, chegam para liderar o elenco.
Veja sobre os outros grupos
Grupo D
Estados Unidos: Outro dos países-sede é os Estados Unidos. A seleção chega para disputar sua décima segunda Copa. Também não precisou de eliminatórias para se classificar. O amistoso mais marcante da equipe foi a goleada, em novembro do ano passado, contra o Uruguai por 5 a 1.
Os americanos chegam para o torneio rodeados de muitas polêmicas envolvendo seu país, principalmente com o Irã. Comandados pelo argentino Mauricio Pochettino, vice-campeão da Champions League de 2018/19, contam com o apoio do atacante do Milan – ITA Christian Pulisic, para não se afetarem com os acontecimentos externos. O sonho americano é conseguir igualar sua melhor campanha, com o apoio da sua torcida, e chegar às semifinais.
Paraguai: Após 16 anos sem participar do torneio mais importante das seleções, o Paraguai irá disputar a nona Copa de sua história. Com o aumento do número de vagas para o torneio, o time aproveitou a última vaga de forma direta e se classificou para a competição. Entre os jogos, o destaque foi a vitória sobre os atuais campeões do mundo, a Argentina, por 2 a 1.
Seu melhor jogador é o atacante do Atlanta United – EUA, Miguel Almirón. O meia, com passagem pela Inglaterra, chega junto ao capitão Gustavo Gómez, jogador do Palmeiras – BRA. Após um período de reconstrução, a Albirroja chega para a competição com o foco de passar para as fases de mata-mata.

Austrália: Com uma sequência de seis classificações para a Copa do Mundo, a Austrália chega para disputar o torneio pela nona vez em sua história. O foco para os Socceroos é, pela primeira vez, chegar até as quartas de final. Na última edição, foram eliminados nas oitavas de final pela Argentina.
A seleção tem como destaque o meia do St. Pauli – ALE, Jackson Irvine. O experiente capitão da seleção, o goleiro Mathew Ryan, atualmente defendendo o Levante – ESP, traz segurança para a meta da equipe. No caminho até a vaga, os australianos apresentaram momentos de instabilidade, com trocas de treinadores sendo necessárias para carimbar o passaporte.
Turquia: Após 24 anos fora do palco do Mundial de seleções, a Turquia volta para sua terceira participação no torneio. A equipe chega à competição para tentar ser a possível surpresa da Copa, alcançar as fases de mata-mata e sonhar em igualar sua campanha de 2002, quando ficou em terceiro lugar.
Com uma geração de ouro, três nomes se destacam na seleção. O capitão Hakan Çalhanoğlu, meio-campista da Inter de Milão, chega como um dos melhores em sua função no futebol mundial. O próprio terá o apoio de dois novos talentos: Arda Güller, meia do Real Madrid – ESP, e o camisa 10 da Juventus – ITA, Kenan Yildiz, que são as joias dessa seleção. Os Ay-Yıldızlılar tiveram seu passaporte carimbado como uma das últimas vagas, quando ganharam da Romênia por 1 a 0 na repescagem europeia.
Grupo E
Alemanha: A segunda maior campeã da Copa do Mundo, a Alemanha chega para a disputa da sua vigésima primeira competição. A seleção tem como maior foco se reconstruir dos acontecimentos das últimas duas edições, nas quais não conseguiu passar da fase de grupos, e tentar, dessa vez, brigar pelo título.
Quem lidera essa seleção é o experiente e campeão do torneio, o goleiro Manuel Neuer, atleta do Bayern de Munique – ALE. Ele voltou da aposentadoria da seleção para disputar o torneio e conta com o brilho da promessa e companheiro de equipe, o meia Jamal Musiala. No caminho para conquistar a vaga, mesmo com a ausência de diversos jogadores por lesão, a Die Mannschaft garantiu sua classificação sem dificuldades.
Curaçao: Estreante na Copa do Mundo e o menor país a se classificar. Chega com o objetivo de conquistar sua primeira vitória na competição. Além desses feitos, a seleção conta com o maior número de jogadores naturalizados no torneio, com apenas um atleta nascido em Curaçao.
O jogador nascido no país também é o destaque: o atacante Tahith Chong. O atleta ganhou visibilidade nas categorias de base do Manchester United – ING e atualmente defende o Sheffield United – ING. A Onda Azul conquistou sua vaga para o torneio após um empate por 0 a 0 contra a Jamaica, conseguindo segurar as investidas adversárias e garantir presença na competição.

Costa do Marfim: Após doze anos fora do torneio, a Costa do Marfim chega para disputar a Copa pela quarta vez. Para essa volta à competição, os Elefantes mantiveram uma campanha extremamente sólida, sem derrotas e sem sofrer nenhum gol.
O destaque da equipe é o meia com passagem pelo Barcelona – ESP, Franck Késsie, atualmente no Al-Ahli – KSA, sendo um dos jogadores mais experientes do elenco. Ele ajuda seu país a buscar, pela primeira vez, a classificação para a fase de grupos do Mundial.
Equador: Com a melhor defesa das eliminatórias da América do Sul, o Equador chega para disputar sua quinta Copa do Mundo. O diferencial da equipe é o seu sistema defensivo, com três nomes de peso: o atual bicampeão da Champions League, o zagueiro do PSG – FRA, Willian Pacho, sua dupla Piero Hincapié, campeão nesta temporada da Premier League com o Arsenal – ING, e o volante do Chelsea – ING, Moisés Caicedo.
O objetivo para a seleção é fazer a sua melhor campanha na história e, pela primeira vez, passar da fase de grupos do torneio. A conquista da vaga teve diversos pontos positivos. A La Tri ficou em segundo lugar nas qualificatórias da América do Sul, sendo a equipe que menos perdeu na competição.
Grupo F
Holanda: Para disputar sua décima segunda Copa do Mundo, a Holanda chega com um sonho muito claro para esse torneio: conquistar, pela primeira vez, o título mundial.
Os Oranjes contam com as boas atuações do seu zagueiro Virgil Van Dijk, atleta do Liverpool – ING, para realizar esse sonho, além do artilheiro de toda a sua história, o atacante do Corinthians – BRA, Memphis Depay. O início rumo à vaga para o torneio não teve dificuldades, com a equipe liderando o seu grupo sem derrotas e carimbando seu passaporte.
Japão: Os japoneses chegam para o torneio com altas expectativas. Após vencerem a Inglaterra por 1 a 0 e o Brasil por 3 a 2, chegam com o sonho de alcançar sua melhor participação na história e atingir as quartas de final. O Japão chega para disputar sua oitava Copa do Mundo seguida.
Os Samurai Blue não chegam com nenhum nome em grande destaque dentro do futebol mundial. Entretanto, a equipe é muito forte devido ao ótimo coletivo, com um futebol extremamente ofensivo, e promete ótimos jogos no torneio. O Japão foi o primeiro país a confirmar vaga para a Copa, após os países-sede, e não perdeu durante as classificatórias.

Suécia: Os suecos chegam com um caso curioso para disputar sua décima terceira participação em Copas do Mundo. A seleção ficou em último lugar do seu grupo das eliminatórias europeias, mas, devido à sua campanha na Nations League, conseguiu a vaga para a repescagem e eliminou a Polônia para garantir sua classificação.
Os destaques, mesmo com a má fase, são a dupla de ataque formada por Victor Gyökeres, atleta do Arsenal – ING, e Alexander Isak, jogador do Liverpool – ING, que foi a contratação mais cara da história do clube inglês. Eles são a esperança de gols da equipe. O foco para o torneio é conseguir, mais uma vez, passar da fase de grupos.
Tunísia: Com sua terceira participação consecutiva, a Tunísia chega para disputar sua sétima Copa do Mundo na história. A equipe chega com o sonho de passar, pela primeira vez, da fase de grupos. Em sua última participação, conseguiu vencer a vice-campeã França.
O jogador mais importante para as Águias de Cartago é o meia do Frankfurt – ALE, Ellyes Skhiri, que traz experiência e uma vasta bagagem europeia. Para carimbar seu passaporte, a Tunísia não teve dificuldades. Com um começo avassalador e apenas um gol sofrido em dez jogos, mostrou a força do seu sistema defensivo.
Por André Pinheiro
Supervisão de Luiz Claúdio Ferreira


