Os relacionamentos tóxicos não se revelam de imediato. Surgem com humilhações sutis, agressões verbais e ameaças, que se consolidam gradualmente em um ciclo de controle.
Muitas vezes, essa manipulação é disfarçada de um ciúme protetor. Ao longo do tempo, esse padrão de comportamento pode culminar em agressões físicas graves e, em casos extremos, causar a morte da vítima.
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A psicóloga Mirna Dutra revela que muitas pessoas crescem com frases como “quem ama cuida” ou “quem ama tem ciúmes ”, e assim, elas confundem pose com amor.
“Vale destacar que o amor saudável está relacionado a respeito, confiança, liberdade e diálogo. Controle e manipulação falam mais sobre insegurança e necessidade de poder do que sobre amor”, diz.
Além disso, a especialista ressalta que para construir uma relação saudável após vivências tóxicas requer um processo de cura, que inclui o autoconhecimento e autocuidado. “Habilidades como a comunicação assertiva, estabelecimento de limites, autoestima saudável e a autorresponsabilidade emocional são essenciais para a construção de vínculos mais seguros”, destaca.
Quando se trata de relacionamentos, tanto saudáveis quanto tóxicos, é essencial dar atenção à saúde mental. Muitas pessoas não reconhecem que estão em uma relação prejudicial e, por isso, é crucial identificar sinais de um relacionamento tóxico para preservar o bem estar físico e emocional.
A psicóloga relata que é comum observar alguns impactos dessas conexões, os quais são ansiedade, depressão, estresse crônico e dificuldades para confiar.
“Experiências prolongadas de abuso psicológico podem gerar traumas que afetam a forma como a pessoa se relaciona consigo mesma e com os outros por muitos anos”.
Sair de um vínculo tóxico é um processo muito difícil que demanda, além da separação física, reconstrução emocional e autoconhecimento.
Muitas pessoas permanecem nesses relacionamentos por medo, baixa autoestima e culpa. Esses sentimentos fazem com que a pessoa acredite que ela é responsável pelos conflitos dentro da relação, o que dificulta a decisão do término.
Além disso, muitas vezes, o ciclo do abuso inclui momentos de reconciliação e carinho. Isso confunde a vítima e a faz acreditar que a situação pode melhorar.
Por Juliana Diniz
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira


