Amor no zoo: casais de animais ajudam na conservação de espécies em Brasília

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O macaco-aranha Chicão foi transferido de Goiânia para fazer companhia a Kika, resgatada e acolhida em 2019. “Com tempo, cuidado e paciência os dois foram se aproximando e se tornaram grandes companheiros”, afirma narração oficial do Zoológico de Brasília. 

Hoje, o casal está em uma ilha ambientada especialmente para eles, dentro de um espaço aberto à visitação. Nativo do Brasil, o macaco-aranha-de-testa-branca está considerado “em perigo” pelo ICMBio.

O Zoológico de Brasília participa de planos de conservação, onde recebe animais de outras instituições, destinados pelo Ibama e AZAB para formação de casais. Alguns animais se destacam no Zoológico de Brasília pelo vínculo observado ao longo dos anos. 

Afeto e conexão

Com seus mergulhos sincronizados e laços fortes, a chegada da fêmea de ariranha Saraê representou que Macaw (macho) já não nada sozinho. Muitos animais demonstram comportamentos de carinho que podem ser comparados, em certa medida, aos vínculos observados em humanos.

As ariranhas Macaw e Saraê representam o comportamento social típico da espécie. Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília 

Porém, cada espécie possui características próprias de interação social. Em 2022, Saraê chegou de São Paulo. Se conheceram em recintos próximos, para que um sentisse o cheiro e a vocalização do outro. “Isso já é um processo de adaptação”, explica Filipe Reis, o diretor de Mamíferos do Zoológico de Brasília. 

Os comportamentos dos casais são constantemente acompanhados pelos tratadores, biólogos e médicos-veterinários. O Zoo de Brasília é o maior reprodutor de ariranhas do Brasil, com mais de 60 nascimentos.

Como ocorre a formação de casais? 

O pareamento dos animais não acontece de forma aleatória. Existe um acompanhamento técnico realizado por especialistas, levando em consideração fatores como genética, comportamento, idade, compatibilidade entre os indivíduos. 

A reprodução sob cuidados humanos faz parte de importantes estratégias de conservação da fauna. Em alguns casos, os nascimentos representam avanços importantes para espécies ameaçadas de extinção e contribuem diretamente para programas de preservação. 

Por Lívia Laucevicius

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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