Aos poucos os dançarinos e familiares chegam ao galpão no Guará, região a 15 quilômetros do centro de Brasília, local em que ensaiam. Mesmo com o barulho da rua, a música e a coreografia povoam as lembranças deles. Todos estão reunidos e aguardam a chegada do ônibus para saírem em direção à Esplanada dos Ministérios para mais uma apresentação. O transporte chega. A porta é aberta, a plataforma de acesso do ônibus aos cadeirantes é estendida pelo motorista, e os artistas começam a subir com a ajuda de amigos e familiares. Mas, para chegar até o assento, o veículo mesmo adaptado não favorece. É a ajuda entre os dançarinos que torna possível a ida de todos de forma mais confortável. As estrelas estão a caminho de mais um espetáculo de dança inclusiva.
A amizade e animação ficam claras durante todo o trajeto: as meninas passam maquiagem umas nas outras, as brincadeiras e cantorias envolvem a todos, e a animação ao chegar ao prédio do show é incessável. A descida do ônibus exige força e companheirismo mais uma vez: amigas e mães carregam nos braços os dançarinos até as cadeiras de rodas. A chegada ao edifício demanda elementos similares à dança, como a sincronia. Os resultados sempre são sucedidos por sorrisos e olhos brilhando.
Confira a matéria na íntegra:
Na capital do país, histórias em que a arte e a solidariedade se encontram pela cidadania
Por Daniella Bazzi e Vinícius Brandão
Arte por Camila Campos
Expediente: O material “Dança inclusiva”, da Agência de notícias UniCEUB, postado no dia 22 de outubro de 2015 (na plataforma Medium), é de autoria dos estudantes de jornalismo Daniella Bazzi e Vinícius Brandão; com artes de Camila Campos; imagens e edição de Vinícius Brandão e Daniella Bazzi; com edição e supervisão dos professores Luiz Claudio Ferreirae Isa Stacciarini.