
A taxa de abstenção no primeiro turno das eleições presidenciais de 2022 foi a mais alta desde 1998. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 32.765.540 eleitores deixaram de votar neste domingo (2.10), equivalente a uma abstenção de 20,95%. Rondônia foi o estado brasileiro com a maior porcentagem no quesito, com 24,6%. 113.676.954 de brasileiros foram às urnas, com a taxa de comparecimento de 76,85%.
Os brasileiros foram às urnas escolher seus representantes políticos para os próximos quatro anos. Foram eleitos deputados estaduais, federais e distritais, senadores e governadores. Em 12 estados haverá segundo turno para o governo estadual: Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Espírito Santo, Santa Catarina, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rondônia, Sergipe e Amazonas. Na disputa presidencial, também haverá uma nova rodada entre os candidatos Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), que tiveram 48,31% e 43,30% de votos, respectivamente.
Além da grande taxa de abstenção, o dia de votação foi marcado por muitas filas e confusão nos locais de votação. Houve confusão até no pleito disputado no exterior, que, inclusive, teve uma taxa de comparecimento maior do que em relação a 2018.
Em São Paulo, dois homens armados atiraram e atingiram dois policiais militares que faziam a segurança em um dos pontos de votação da cidade. Os atiradores foram presos e as vítimas estão em estado grave, porém estável.

Mais confusão pelo Brasil e no mundo
Na Bahia, numa faculdade particular de Salvador, foi registrado um caso de racismo e homofobia contra um homem. Ao ser levado pelos policiais, pessoas em volta comemoravam a prisão aos gritos de “racista, racista”.
No Rio Grande do Sul, um homem foi preso após ferir um brigadista com um golpe de faca. Ao ser abordado, o homem feriu o policial no braço. Já no interior de São Paulo, um eleitor sofreu um infarto durante a espera na fila de votação, a pessoa era conhecida como Jorge do Lava Rápido e tinha 52 anos.
Em Goiânia (GO), o caso mais curioso. Por volta das 13h, um indivíduo invadiu uma seção eleitoral e quebrou a urna a pauladas. Escondendo o objeto por meio do guarda-chuva, testemunhas relataram que ao bater no objeto, o rapaz gritava histericamente.
Já em Lisboa (Portugal), um eleitor votou duas vezes e a urna da seção teve que ser invalidada. Cerca de 59 votos tiveram de ser desconsiderados e a votação teve que ser feita por papel. A atitude é considerada crime eleitoral no Brasil, mas por estar no exterior, a pessoa não foi presa.
Em Florianópolis (SC), o vereador e candidato a deputado federal, Maikon Costa (PL) foi preso pela Polícia Militar acusado de fazer boca de urna. Além disso, o presidente do PL em Carolina (MA), Marcelo Campêlo, foi preso após atirar contra o carro de adversários políticos.
Texto por Jorge Miguel Agle
Supervisão Vivaldo de Sousa