Dança inclusiva: as estrelas do palco

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O ritmo é diferente e a dança aplaudida efusivamente ao final de cada apresentação. A nona edição do Festival de Dança Inclusiva mexe muito com o público. A organizadora do evento, Jana Pires, 40 anos, conta que vai ter várias apresentações de inclusão, com pessoas sobre cadeira de rodas, com síndrome de down e com outros tipos de deficiência.

O festival cultural, que acontece até este sábado (dia 12) apresenta diversas modalidades de dança, teatro e circo. São mais de 30 grupos envolvidos de diferentes áreas: dança contemporânea, ballet clássico, dança de rua, dança sobre cadeira de rodas, e outras modalidades livres.

O Festival, que teve início em 2007, começou a receber cadeirantes em 2009. E hoje tem grupo de trabalho voluntário com amigos e familiares de cadeirantes, que também podem participar das aulas de dança. “O nosso foco é incluir não só o deficiente, mas as pessoas a sua volta: os pais, amigos. Com isto cria-se um elo ainda maior”, fala.

Com a rotina muito estressante e corrida no último trabalho, Jana acabou desenvolvendo uma enfermidade: fibromialgia. “Os médicos me disseram que eu precisava ser feliz, fazer uma atividade que eu gostasse. Pois poderia desenvolver uma depressão”, relembra. A síndrome está ligada também à fadiga e dores no corpo. “Acabei me envolvendo na dança. Comecei a me sentir bem, não precisava mais tomar as medicações. Deixei a empresa, comecei a trabalhar com o festival, e agora abri o instituto AvivArte, o qual sou a coordenadora”, relata.

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“Com a dança eu vi que me incluí e fui curada. Eu queria atrair pessoas com enfermidade e deficiência para próximo de mim para mostrar meu exemplo”, expõe.

“Existe vida”

Lucas Victório, 17 anos, ficou sabendo do projeto enquanto assistia televisão e ficou animado. “Eu percebi que eu podia mostrar o que eu sei fazer e isso me deixou muito empolgado e eu sou muito realizado com a dança”. Após três anos, ele sente que a dança trouxe mudanças significativas para si. “A dança me mostrou que existe vida e eu posso mostrar pra sociedade que o mundo pode ser diferente”. Lucas apresentou-se ontem no Alamade Shopping junto ao grupo de cadeirantes.

 

Por Daniella Bazzi e Vinícius Brandão

Fotos: Vinícius Brandão

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