A escassez de recursos para estudantes de regiões mais vulneráveis do DF impulsionou a criação do projeto “Escola do Cerrado” em junho de 2020, durante um dos momentos mais difíceis da pandemia.
A modalidade pedagógica do projeto social @bsbinvisivel atende crianças que tenham entre 5 e 17 anos, matriculadas em escolas públicas. Atende as regiões do Valparaíso, Sobradinho, Riacho Fundo, Vila Planalto, Itapoã e Varjão. Segundo a Codeplan, em índice divulgado em dezembro de 2020, as regiões administrativas Varjão e Itapoã estão entre as mais vulneráveis do Distrito Federal.
Com direção de Maria Eduarda Ferreira, Ana Beatriz Barros, Lorena Gallo, Isvi Freitas, Rafaella Sereno, Mariza Morgado, Beatriz Morais e Catarina Correa, a iniciativa conta com voluntários para praticar suas atividades. A principal metodologia adotada foi a resolução de listas em paralelo com as instituições educacionais de origem, uma vez que a pandemia exigiu a inserção desses exercícios no cotidiano dos estudantes. No entanto, pretendem ampliar a atuação no futuro.
Maria Eduarda Ferreira Barros, de 19 anos, diretora do projeto, conta que as principais dificuldades enfrentadas foram a base de conteúdos enfraquecida, devido ao tempo longe das escolas, desmotivação e instabilidade em relação aos voluntários, que podem sair a qualquer momento. Ainda afirma que incentivam o uso de máscaras e distanciamento social por parte das crianças atendidas.
“O nosso propósito é ser um auxílio da escola regular. O voluntário não acaba ali na aula, precisamos fazer um acompanhamento com o aluno. Nossa metodologia agora é voltada para a resolução das listas que vem das escolas, mas [no futuro] pretendemos colocar outros tipos de aula”.
A voluntária explicou que atualmente, para se voluntariar, não é necessário cursar graduação em alguma licenciatura, apenas ter disponibilidade de horários e vontade de ajudar ao próximo. Além disso, caso queira auxiliar financeiramente, o projeto recebe doações através da plataforma “Apoia-se” ou entrando em contato pelo instagram @escoladocerrado.
Maria Eduarda diz que o projeto foi visto de maneira positiva pelas famílias atendidas e tem a intenção de continuar com as atividades mesmo depois da pandemia, com capacitação dos voluntários e extracurriculares. Ainda relembra momentos em que as crianças descreviam suas experiências “Hoje é o melhor dia da minha vida” comemorou uma criança.
Por Maria Eduarda Cardoso e Maria Eduarda Bacellar
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira