A reportagem “Cooperativa de reciclagem busca ressocializar detentos e gerar renda na periferia do DF”, produzida para o projeto de extensão Agência de Notícias Ceub, e assinada pelas universitárias Milena Dias e Nathália Maciel, venceu o 1º lugar do Prêmio Sebrae na etapa estadual. As estudantes ganharam na categoria Jornalismo Universitário. A premiação vai acontecer no dia 30 de setembro.

A reportagem aborda a história de Fernando Figueiredo, dono de uma cooperativa na Estrutural, região administrativa do Distrito Federal. O homem é um ex-detento que hoje atua na ressocialização de outros ex-presidiários através do seu trabalho.
Leia aqui publicação da Agência Sebrae
As estudantes expressaram a alegria que sentiram ao saber da premiação e contam mais sobre o processo de apuração e produção da reportagem. “Quando a gente recebeu a notícia tínhamos ganhado esse prêmio, que também é muito importante para a valorização de pequenos negócios, de empreendedorismo sociais, a gente ficou muito, muito feliz”, diz Nathália .
“Para mim foi um resultado muito bacana, porque foi uma matéria muito importante, tanto para o meu pessoal quanto para mim profissionalmente. Essa matéria aborda questões sociais muito importantes, sobre ressocialização, sobre reciclagem. Então, desde o começo eu já entendia que seria uma pauta que precisa de voz e visibilidade, sabe?”, conta Nathália.
A estudante Milena Dias compartilha do mesmo sentimento de alegria e lembra com afeto da matéria. “Eu tenho um carinho muito especial por essa matéria. Nós fomos até o lugar onde funciona a cooperativa. Vimos como funciona, sentimos o cheiro, vimos as pessoas e presenciamos as condições de trabalho que envolve mexer com o lixo”, conta.
“É uma questão de sustentabilidade e ressocialização. Lá tem uma diversidade de pessoas, como ex-detentos, mães solos, pessoas pretas, entre outras. Isso era o que o organizador Fernando buscava. Assim que idealizou a criação da cooperativa, o objetivo era mais do que a reciclagem, ele pensou na ressocialização”, fala o que mais tocou os corações das estudantes.
“Saímos de lá com o coração cheio, porque a gente viu a condição de vida daquelas pessoas, vimos como é a realidade. É gratificante ter esse tema e escrever sobre ele, foi uma oportunidade e uma experiência que nos marcou muito”, relata Milena.
Por Ana Clara Neves e Ayumi Watanabe
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira