Só 4 eleitos de cidades do Entorno citam combate à violência contra mulher como prioridade

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O estado de Goiás recebeu, até julho de 2024, 2.795 denúncias de violência contra mulher, um aumento de 52,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo com o aumento do percentual de crimes contra mulheres, apenas quatro cidades do Entorno do DF tocam no tema. 

Entre as cidades do Entorno do DF com mais de 50 mil habitantes, apenas Planaltina, Luziânia, Formosa e Cidade Ocidental possuem algum plano de combate à violência contra a mulher. No entanto, as propostas carecem de profundidade sobre as ações, as ideias e as execuções. Um exemplo é o plano de governo do prefeito reeleito de Luziânia, Diego Sorgatto, que propõe apenas a “criação de uma casa de apoio para mulheres vítimas de violência doméstica”. 

Em comum

Os planos nas quatro cidades têm um ponto em comum: a criação de uma casa de apoio para mulheres vítimas de violência. Desde março de 2023, o governo federal criou uma medida para a criação de casas especializadas no atendimento de mulheres vítimas de violências físicas, sexuais e psicológicas, chamada Casa da Mulher Brasileira. O local é gerido pelos municípios, mas o recurso para a construção das casas de apoio advém do governo federal. 

Já em Planaltina de Goiás, o prefeito reeleito, Delegado Cristiomário de Sousa, propõe “políticas de proteção às mulheres e grupos vulneráveis” por meio de “centros de atendimento especializados e programas de apoio e proteção”. 

Na cidade de Formosa, a nova prefeita e ex-vereadora, Simone Ribeiro, também possui apenas uma proposta para as cidadãs que sofrem violência, que diz respeito à “implementação da Casa da Mulher Brasileira na DEAM, com apoio jurídico e abrigo às mulheres vítimas de violência doméstica”. 

Apenas um prefeito, dentre as quatro cidades, possui mais de uma proposta para o combate à violência contra as mulheres. O novo prefeito da Cidade Ocidental, Lulinha Viana, propõe “ações do Gabinete de Gestão Integradas, criando uma pauta fixa de proteção à mulher em situação de vulnerabilidade” e “ampliar as campanhas de combate à violência contra a mulher e os serviços de atendimento às vítimas”. 

Por Maria Beatriz Giusti

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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