O documentário “Alma Palavra Alma”, do cineasta Armando Bulcão e da antropóloga Delvair Montangner, exibido no Festival de Cinema de Brasília, conseguiu comover o público em relação à situação difícil dos 13 mil indígenas de diferentes etnias que vivem na cidade de Dourados (MS). “Eles sobrevivem a condições de estrema pobreza”, lamentou Bulcão, em entrevista à Agência de Notícias UniCEUB
O documentário mostra as condições precárias dos habitantes da região. Com um alto nível de suicídio e uma violência generalizada por influência das drogas, não há efetiva política pública em relação a essas pessoas que vivem em um espaço de 3.500 hectares. “Eu espero ter ajudado as famílias da região. São mulheres e famílias muito fortes, porém esquecidas”.
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O filme explica que, em 1931, o governo tomou a responsabilidade pela área, doando a terra a diversas tribos indígenas, porém conflituosas entre si. Para o cineasta Armando Bulcão o filme tenta mostrar as condições vividas pelos índios na capital do país.
Segundo depoimento dos índios entrevistados no documentário, a Funai não os ajuda. Eles explicam ser explorados na região e, ao solicitar ajuda da fundação, as demandas são adiadas e nunca resolvidas.
Com a intenção de mostrar o erro dos antigos governantes de juntarem tribos indígenas diferentes em uma mesma região e o abandono das famílias perante o governo atual, Bulcão explica ter sido convidado para ajudar a produzir o filme. “Após ser convidado, fomos para a região gravar com as comunidades indígenas e nos deparamos com sua realidade”.
Por Lucas Valença


