O filme “(Des)controle” chega aos cinemas nesta quinta-feira (5/2). Dirigido por Rosane Svartman e Carol Minêm, o filme traz Carolina Dieckmann como Kátia Klein, uma escritora bem-sucedida que enfrenta um momento turbulento na vida pessoal e profissional, levando-a a recair no alcoolismo após 15 anos de sobriedade.
A trama explora temas como excesso, compulsão e a busca por controle em meio ao caos, mostrando a jornada de Kátia em equilibrar vida pessoal e profissional enquanto lida com seus próprios vícios.
No elenco, o filme tem também Caco Ciocler, Júlia Rabello e Irene Ravache. O filme promete gerar uma reflexão sobre o alcoolismo e a importância da empatia e do apoio familiar.
“(Des)controle” é uma coprodução da Migdal Filmes, Elo Studios e Sony Pictures, com investimento do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Se você ou alguém que conhece está passando por isso, o filme pode ser uma ótima oportunidade para reflexão e apoio.

Trama
A jornada de Kátia é marcada por momentos de introspecção e autoconhecimento, enquanto ela se confronta com os fantasmas do passado e as pressões do presente.
Na medida em que a história avança, o espectador é levado a refletir sobre as máscaras sociais e a fachada de perfeição que muitas vezes escondem as verdadeiras lutas internas.
A relação de Kátia com os personagens ao seu redor é fundamental para o desenvolvimento da trama, revelando as complexidades das conexões humanas e o impacto que elas têm na nossa jornada de cura e superação.
Um ponto que pode gerar debate é a abordagem do alcoolismo no filme. Embora a crítica ao vício seja clara, alguns momentos em que o álcool parece facilitar a criatividade e o desempenho profissional de Kátia podem soar contraditórios. Essa dualidade pode confundir o espectador, já que o filme alterna entre condenar o vício e mostrar seus “benefícios” momentâneos, o que pode diluir a mensagem de alerta e reflexão que se propõe.
Direção e roteiro
A direção de Rosane Svartman e Carol Minêm traz uma abordagem sensível à história de Kátia, capturando a complexidade emocional da protagonista com momentos de grande intensidade.
No entanto, em certos pontos, o ritmo parece um pouco irregular, alternando entre a introspecção profunda e cenas que não avançam a trama de forma significativa.
O roteiro, assinado por Felipe Sholl, Rosane Svartman e Iafa Britz, explora temas relevantes com uma escrita que oscila entre a autenticidade e a previsibilidade.
Embora Kátia seja uma personagem complexa e bem desenvolvida, alguns momentos da trama parecem seguir caminhos mais convencionais, o que pode afetar a surpresa e o impacto da história como todo.
Atuações
As atuações em “(Des)controle” são, em geral, coerentes com os personagens apresentados.
Carolina Dieckmann entrega uma performance que reflete a complexidade de Kátia, alternando entre momentos de vulnerabilidade e determinação. A atuação consegue transmitir a luta interna da personagem, o que é um ponto forte do filme.
O elenco de apoio, incluindo Caco Ciocler, Júlia Rabello e Irene Ravache, contribui de forma positiva para a construção das relações que moldam a jornada de Kátia. As interações entre os personagens são naturais e ajudam a aprofundar a trama, acrescentando camadas à história da protagonista.
Resumo
O filme aborda o alcoolismo e a busca por controle com uma narrativa de introspecção e drama. A direção e roteiro têm pontos fortes e fracos, mas as atuações contribuem para a complexidade. O filme levanta questões sobre pressões sociais e luta interna da protagonista.
Ficha técnica
- Direção: Rosane Svartman, Carol Minêm.
- Roteiro: Felipe Sholl, Rosane Svartman, Iafa Britz.
- Data de lançamento: 5 de fevereiro de 2026.
- Duração: 1 hora e 36 minutos (96 minutos).
- País de origem: Brasil.
- Gênero: Comédia dramática.
- Elenco: Carolina Dieckman (Kátia Klein), Júlia Rabello (Léo), Caco Ciocler (Zeca).
Por Átila Lustosa (assistiu ao filme a convite da Espaço/Z)
Traiççer e imagens: Divulgação
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira


