Museu Vivo da Memória Candanga faz queima de lixo para evitar ratos, diz gerente

COMPARTILHE ESSA MATÉRIA

O Museu Vivo da Memória Candanga, no Núcleo Bandeirante, enfrenta um desafio inusitado para preservação da história local. Segundo a gerente do local, Eliane Falcão, uma infestação de ratos tomou conta da área externa do local.

Ela explica que uma providência seria a incineração de resíduos nas proximidades do museu. Frequentadores estranharam a providência.

A situação foi flagrada pela equipe de reportagem. Segundo a Lei nº 9.605/1998, é necessária autorização para a queima.

Flagrante durante visita

Segundo relatos obtidos no local, o material seria proveniente da limpeza do próprio museu. Procurada pela reportagem, a gerente do museu afirmou que a ação ocorreu com autorização da Secretaria de Cultura e foi motivada por questões sanitárias.

“Isso só é feito com a minha autorização. Tem lixo que fica juntando e dando rato”, afirmou.

A gestora também declarou que a iniciativa foi realizada de forma controlada e com conhecimento dos órgãos responsáveis.

Por outro lado, a assessoria de imprensa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF afirmou desconhecer os relatos de infestação de ratos.

Versões divergentes

Funcionários do museu ouvidos pela reportagem apresentaram outra versão sobre a situação. De acordo com eles, não há registro recente de infestação de ratos no local.

“Nunca vi rato aqui”, relatou um dos trabalhadores.

Frequentadores que utilizam o espaço regularmente também afirmaram não ter observado o problema.

“A gente anda bastante nessas áreas. Se tivesse, a gente já teria visto”, disse um integrante de grupo que realiza atividades no local.

Alguns relatos mencionam a presença eventual de outros animais, como saruês, mas não de ratos. Foi confirmada também a incineração de resíduos na instituição.

Regras internas e riscos

Trabalhadores destacaram ainda que a incineração de resíduos não é permitida dentro do espaço. Segundo eles, há orientações internas que proíbem esse tipo de prática, inclusive o uso de cigarros nas dependências do museu.

“O que aconteceu, eu não sei se os meninos foram bem orientados, mas eles acabaram queimando o lixo. Aqui não pode queimar nada”, afirmou uma funcionária.

Patrimônio Histórico e Cultural Nacional em risco

Além da restrição, a presença de vegetação e construções de madeira foi apontada como fator de risco para a propagação de incêndios.

Por Hyá Pires e Yasmin Fernandes

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-SemDerivações 4.0 Internacional.

Você tem o direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.

Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.

SemDerivações — Se você remixar, transformar ou criar a partir do material, você não pode distribuir o material modificado.

A Agência de Notícias é um projeto de extensão do curso de Jornalismo com atuação diária de estudantes no desenvolvimento de textos, fotografias, áudio e vídeos com a supervisão de professores dos cursos de comunicação

plugins premium WordPress