Nacional “Exterminadores do além contra a Loira do Banheiro” faz apelos a grotesco

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Danilo Gentili, Dani Calabresa, Murilo Couto e Léo Lins são os caçadores de assombrações no estreia nacional do filme “”Exterminadores do além contra a Loira do Banheiro”, dirigido por Fabrício Bittar. A história se passa após os quatro protagonistas receberem uma notícia de que há uma assombração da famosa lenda da “loira do banheiro”, no colégio Isaac Newton. Eles vão investigar para diminuir a ideia de ser “piada na internet”.

O filme tem dois objetivos prévios: assustar seu público com recursos horripilantes e ainda gerar humor com isso. Infelizmente, é feita uma confusão com isso. Apesar de alguns jump-scares (pulo de susto, recorrente em filmes de terror) previsíveis e a utilização exagerada de sangue falso para tornar as cenas mais medonhas, o filme consegue ser aterrorizante ainda. Juntando o trabalho de som que é feito para os gritos da Loira, a aparência sinistra desta e o cenário macabro, o filme cumpre seu papel neste quesito. Porém, o humor instalado ao longo da história é bastante seletivo. Há uma dose pesada de humor de baixo nível e piadas apelativas – o que chega a ser absurdo em alguns momentos – onde várias delas são ainda referência ao próprio filme.

Os personagens de Danilo Gentili e Léo Lins são os mais frustrantes aqui. São considerados os líderes do grupo, e em 90% das cenas sua única preocupação é manter uma postura de líder, mas como são mais atrapalhados e nada profissionais, a graça cai bem em cima disto. A personagem da Dani Calabresa tem pouca participação, mas no pouco tempo em que aparece em cena, seu trabalho é pouco convincente e suas piadas não acrescentam em nada. Mas, apesar deste três, o personagem do Murilo Couto está hilário. É espontâneo, atrapalhado mesmo (e neste caso, dá certo), bobo e ingênuo, e suas reações nas cenas mais tenebrosas diverte bastante. ‘’Exterminadores do Além contra a Loira do banheiro’’ é debochado, apelativo, extenso demais, falha na execução de um de seus dois gêneros predominantes, mas tem graça, por partes, e ainda é capaz de render uns bons sustos.

Por Felipe Tusco Dantas*

*A convite da Espaço/Z

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