O Memorial dos Povos Indígenas iniciou uma programação, que vai até o dia 17 de dezembro, para aproximar a cultura indígena do brasiliense, particularmente crianças e adolescentes de escolas públicas. O projeto, que ganhou o nome de Moitará, inclui artes plásticas, dança, música e literatura.
“Trata-se de programa de trocas culturais que busca fazer um intercâmbio cultural entre os indígenas e os não indígenas”, ressalta a coordenadora da produção local, Deborah Castor. Também indigenista e consultora da cultura indígena, a artista afirma que é necessário fortalecer o protagonismo e a autonomia indígena. “Existe uma aldeia indígena dentro de Brasília, no eixo monumental, no mesmo lugar onde se situa o congresso, por exemplo”.
O índio Kaiah Waiwai, de 25 anos, da etnia Pará, foi convidado para mostrar a cultura tradicional para as crianças da Escola Classe da 407 norte. “Como diz na lei 11.645, foi acrescentado o estudo da cultura dos povos indígenas originários nas escolas de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados.”, cita Waiwai. O aluno Raimundo Manuel, de 11 anos, disse ter gostado muito do passeio, principalmente dos filmes assistidos que tratam da vida dos povos originários e que foram gravados por indígenas.
Kaiah também demonstra que acha importante para as cidades ter um espaço destinado a dinfundir a cultura indígena afim de eliminar os preconceitos existentes pela povo urbano. Para ele, “Já está na hora de ser natural a influência da cultura indígena na cultura do povo urbano, bem como a cultura urbana nos costumes indígenas.” O indígena acredita que com esses programas será possível um respeito e conhecimento mútuo entre as culturas.
O Moitará é uma realização da Funarte com parceria com a secretaria de cultura e a SEMIDH(Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos). Sua programação conta com cinema indígena, literatura e arte indígena e cerimônias de cantos.
O Memorial dos Povos Indígenas, localizado próximo ao Memorial Juscelino Kubitschek, no eixo monumental foi revitalizado. O espaço ganhou nova roupagem decorada pelos próprios índios, guiados por Anuiá, da etnia Xingu.
Por Bruno Santa Rita


