O clima de competição do campeonato brasiliense de ginástica artística foi o cenário de treino escolhido por três atletas brasilienses de outra modalidade, a ginástica rítmica. O objetivo é o torneio regional Centro-Oeste, em Cuiabá (MT), no final de agosto (sem data ainda definida pela confederação brasileira da modalidade).

A técnica da equipe, Aline Lemos Gomes de Sousa, de 38 anos, afirma que o time está nos trabalhos finais e que a meta na competição é atingir a classificação para o torneio nacional que vai acontecer, em Recife (PE), entre 3 e 8 de novembro deste ano.
“Cada categoria tem quatro vagas para representar sua região no torneio nacional”, diz a treinadora.
Uma das atletas, Lorena diz estar ansiosa e considera o torneio como muito importante, pois quer se classificar para a competição nacional, outra integrante da equipe, Cíndia tem a expectativa de cravar sua série mais perfeita e conseguir ser muito feliz na competição.
“Assim, a gente fica bem nervosa na hora, mas a gente tá treinando bastante pra cravar nossa série e dar tudo de bom”, afirma Isadora, outra atleta da equipe.
Agitação
Gritos, aplausos, música, ecos e som de equipamentos em movimento marcam o Campeonato Brasiliense de Ginástica Artística, promovido pela Federação Brasiliense de Ginástica (FBG). O evento aconteceu nesse fim de semana no Pavilhão de Exposição do Parque da Cidade de Brasília e reuniu as categorias masmorras e feminino, abrangendo atletas locais do DF.

Em cada apresentação, a atmosfera no ginásio alterava entre silêncio e explosão de comemoração, isso porque meses de cálculos e treinos exigentes são postos a prova em alguns segundos de alta intensidade, onde qualquer erro de milésimo de segundo pode arruinar todo o esforço.
A professora Karina Carvalho, de 40 anos, que mantém uma escola de ginástica, afirmou que esse torneio se trata de um preparatório para o Campeonato Brasileiro, que começa no próximo final de semana.
De acordo com ela, três atletas de sua academia servirão como representantes junto ao Distrito Federal e a grandes nomes do Brasil, como Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Lohana Oliveira e Júlia Soares.
“Foi um evento pra gente avaliar as nossas séries, ver como elas iam se comportar já perante a torcida, né?” afirma Karina.
Para ela, sua equipe foi bem-sucedida. Houve falhas, mas que há tempo para fazer as correções. Ela salienta que será a primeira vez que Brasília participará com atletas femininas.
“Nós estamos muito empolgados e felizes e queremos contar inclusive com a torcida da nossa cidade” conclui.

A terapeuta ocupacional, Fernanda Victório, de 38, mãe de uma das ginastas, destaca a importância do apoio da família sobre a jornada da filha, que atua na escola de Karina Carvalho.
Ela aponta que formam uma tríade essencial para ajudar a Malu Victório como atleta. Para ela, a família é o ponto de equilíbrio e deve caminhar com a atleta, já para ter um porto seguro, é preciso estar junto a uma academia.
O fisioterapeuta Wember Cimina, de 44 anos, marido de Fernanda Victório, tem esperança de que sua filha siga com o esporte. Ela começou aos 7 anos de idade e já se passaram 4 anos até esse campeonato, o pai acredita que a memória muscular e da competição eleva a maturidade da pessoa.
“A gente está querendo o esporte na vida da criança, na vida da agora adolescente, sair das telas, sair da inatividade, sedentarismo e isso leva para o resto da vida”, afirmou o pai

Ex-atletas, Maria Fernanda Antinoro, Caroline Leão e Maria Cândido de Mello assistem, com admiração, às jovens da nova geração no campeonato e confiam no futuro das iniciantes. Elas revelam ter uma certa nostalgia do período em que ficavam nervosas para completar os exercícios de ginásio, bem como da energia da torcida.
“Não desanimar, vão ter dias muito difíceis, mas se persistir vai dar tudo certo no final”, diz Maria Mello
Por João Delattre, André Henrique e Pedro Dias
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira


