Basquete: Flamengo vence o Brasília com tranquilidade e garante terceiro lugar em torneio no DF

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O Flamengo (RJ) venceu o Brasília (DF), por 83 a 63, na Arena BRB Nilson Nelson, na noite desta sexta-feira (4). Os times disputaram o terceiro lugar do Torneio de Abertura NBB.

O destaque individual da partida foi o ala-pivô rubro-negro, que terminou a partida como cestinha com 17 pontos, recorde do jogador na carreira por torneios do NBB.

O último recorde de pontuação dele foi em 2023, com 11 pontos.

Flamengo x Brasília. Foto: Lucas Alarcão
Kayo, o cestinha da partida. Foto: Lucas Alarcão

“Esse torneio foi muito importante para termos rodagem e aplicar o que fazemos nos treinos antes dos jogos do NBB. A organização foi muito boa e eu gostei muito de ter vindo aqui (Brasília). Estamos muito felizes com essa oportunidade de quatro jogos preparatórios, que ajudam no entrosamento da equipe com os novos jogadores”, disse Kayo.

O armador da equipe do Brasília, Lucas Lacerda não pode ser esquecido. Mesmo com a derrota, o atleta foi o líder em todos os “stats” de sua equipe, com 12 pontos, sete rebotes e oito assistências para a conta.

Vantagem rubro-negra

A bola subiu e os dois times fizeram um jogo ofensivo de ritmo acelerado. Porém, após uma certa vantagem do Brasília, na contagem, em relação ao Flamengo na metade do primeiro quarto, o técnico flamenguista, Gustavo Conti, solicitou uma parada técnica que surtiu efeito e deixou a sua equipe com um pequeno desafogo no placar novamente. 

Os erros por questões de entrosamento se tornaram perceptíveis, mas algo normal em competições pré temporada. O time rubro-negro administrou a pontuação pelo resto do período com uma forte defesa e foi para o descanso entre os quartos com dois pontos a mais.

Primeiro quarto: Flamengo 22 x 20 Brasília

Período acirrado

No segundo quarto, os cariocas entraram mais concentrados e o jogo continuou com um enredo parecido: o score administrado pela equipe rubro-negra e sua forte defesa, que interveio em vários ataques brasilienses. O técnico do Brasília, Dedé Barbosa, enxergou, nas substituições, a única forma de mudar a decadência do elenco. 

Substituições, aliás, importantes para o time do DF voltar ao quarto e empatar. Com o empate estabelecido e o árbitro prestes a apitar para o intervalo, Kayo, ala-pivô do Flamengo e cestinha do primeiro tempo, acertou uma bola de três para alívio flamenguista no vestiário. 

Segundo quarto: Flamengo 45 x 42 Brasília

Flamengo x Brasília. Foto: Lucas Alarcão
Foto: Lucas Alarcão

O físico influenciou

Os dois times voltaram do intervalo em um período que teve uma sina completamente diferente dos outros quartos: diversos erros ofensivos e poucas cestas. Foram contabilizados apenas 18 pontos para o Flamengo, meta abaixo dos períodos precedentes. Já no Brasília, somente 11, quase a metade dos quartos antecedentes.

Era notável o mau condicionamento físico dos jogadores, que disputaram quatro jogos, dois em datas sequenciais, em seis dias. A equipe do Rio de Janeiro, mesmo com as falhas, soube aproveitar o também momento ruim dos brasilienses e fez uma vantagem de 10 pontos no placar.

Terceiro quarto: Flamengo 63 x 53 Brasília 

Domínio carioca

O último quarto começou com o terceiro colocado da competição já decidido, novamente o Flamengo se beneficiou do apagão candango e fez um quarto tranquilo, com mais 10 pontos somados na diferença do placar. O conforto flamenguista era tão grande que o time teve diversas rotações de teste durante o quarto, o que não acontece com frequência em finais de partida.

Final do jogo: Flamengo 83 x 63 Brasília

Próximos jogos 

Com o Torneio de Abertura encerrado, a equipe do Flamengo tem como próximo desafio o clássico dos milhões. Enfrentarão o R10 Score Vasco da Gama na abertura do NBB, fora de casa, no Ginásio de São Januário, às 17h00 do dia 12/10. O confronto do Brasília, também na NBB, no mesmo dia, será contra o KTO Minas, na Arena UniBH, em Belo Horizonte, às 18h00. 

O técnico do Brasília, Dedé Barbosa, falou sobre as expectativas para a temporada: “Acredito que este ano temos um time mais homogêneo, com um perfil e a pegada diferentes, principalmente em relação aos últimos dois anos. Tem mais peças para se encaixar e que vão agregar muito na nossa evolução, mas eu preciso de todos jogadores bem fisicamente para mais rotações e achar o quinteto ideal”.

Por Diller Abreu e Lucas Alarcão (fotos)

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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