Em muitos lares, o cuidado repousa sobre os ombros femininos. Quando os pais envelhecem e a vida exige atenção redobrada, são elas que, muitas vezes, abrem mão de planos, rotina e tempo próprio para cuidar.

Mas quem cuida de quem cuida? Essa pergunta ecoa como convite à reflexão e à ação. Porque cuidar também exige apoio, descanso e reconhecimento.
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O Dia Internacional da Mulher nos lembra que a força feminina não está apenas em oferecer atenção, mas também em reivindicar redes de apoio que devolvam cuidado a quem tanto se dedica ao próximo.
Esse é o propósito do coletivo brasiliense Filhas da Mãe, que organiza blocos de carnaval voltados para mulheres cuidadoras.
A iniciativa busca oferecer um espaço de lazer e acolhimento para quem dedica tempo e energia ao cuidado dos outros, mas muitas vezes esquece de olhar para si mesma.
“A ideia do coletivo surge mais ou menos no final de 2019, pensando que se fala muito de demência, mas não se fala do cuidado de quem está doente. Não fala de quem cuida, as famílias, as mulheres que cuidam dos seus familiares”, afirma Cosette Castro, organizadora do coletivo.
Mais do que um momento de festa, o encontro se transforma em um gesto simbólico de respiro e pertencimento — um lembrete de que quem cuida também merece ser cuidada.
Por Ana Luisa Oliveira, Isadora Carmona e Laura Cunha
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira


