Mulheres indígenas presentes no Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF), apresentaram, durante esta semana, denúncias de violações diariamente em suas comunidades. Elas explicam que, em terras não demarcadas, a vulnerabilidade é maior diante da presença de fazendeiros, garimpeiros e não-indígenas
“Um tipo de violência é mexer com a nossa terra e com o modo de vida das mulheres. Na minha aldeia, as famílias sobrevivem da mangaba”, afirma Maria Soares da Silva, moradora da Baía da Traição.

Maria Soares representando seu povo/ foto por Maria Eduarda Barros
“Estamos aqui em luta em busca do nosso direito, a gente tá aqui lutando até o fim. Queremos ajuda, a gente vai lutar pra gente ter voz”, protesta Yaka Shanenawá, comunicadora indígena do Acre.

Lutando por direitos/ foto por Maria Eduarda Barros
Ter acesso a internet se tornou importante para essas mulheres. Com a ajuda da tecnologia, pedir ajuda se tornou menos complexo. Saber para qual número ligar facilita encontrar lugares como a casa da mulher e a secretaria da mulher.
“Ninguém sabia nada na internet. Agora que a coisa vem acontecendo, o pessoal vai crescendo, os jovens vão podendo ajudar a gente”.
“A gente tem atendimento pela Casa da Mulher do Estado da Paraíba. Também tem a secretaria da mulher. Então, quando acontece alguma violência as mulheres ligam e a gente orienta elas a encontrarem as pessoas que ajudem”, acrescenta Maria Soares.
Por Isabel Villela
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira


