“Precisamos alcançar mulheres que sofrem violências e estão silenciadas”, alerta delegada em Brasília

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Titular da Delegacia das Mulheres no Distrito Federal, Karen Langkammer disse que é necessário ampliar o número de denúncias para combater a violência na capital do país. “A gente precisa alcançar mulheres que sofrem violência, mas estão silenciadas”, disse em evento no Parque de Águas Claras, nesta semana.

“Eu não quero aumentar a pena do feminicídio, pois depois que o crime acontece eu já perdi essa mulher. O trabalho tem que ser de prevenção”, complementa.

O evento contou com mulheres de diversas áreas, que proporcionaram debates e dinâmicas. A delegada afirma que essas conversas apresentam grande importância, pois não adianta criar uma nova lei. “É necessária uma mudança de realidade e de consciência.

Dinâmicas

Foto por: Rafael de Paula

O encontro dividiu-se em atividades que buscavam o bem-estar físico e mental da mulher, envolvendo autoconhecimento e autoaceitação, por meio de dinâmicas como o “Seja sua própria heroína”, desenvolvida pela policial do Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (NUIAM) Janaína Freire.

A criadora do projeto, Renata Tricarico, promoveu um momento para as mulheres refletirem e resgatarem sua criança interior. Ela palestrou sobre a importância da mulher como indivíduo além de sua função social, e da necessidade do autocuidado.

Janaína Freire defende que uma das formas de combater a violência contra a mulher é por meio do seu empoderamento. “Nada muda se a mulher não escolher se salvar. Seja sua própria motivação”, ela afirma.

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Segurança

Foto por: Rafael de Paula

O final do evento foi marcado por uma aula de defesa pessoal, ministrada pela professora Lilian de Oliveira. Além de ensinamentos de defesa física, a instrutora explicou que a prevenção é o fator mais importante para manter uma mulher segura.

“A defesa pessoal não está apenas em se defender, mas também na observação”, relata. “A prevenção é nossa maior arma. Nada vale mais do que nossa própria vida”, completa.

A delegada Karen Langkammer declara que conversas sobre esses assuntos são uma atitude necessária: “Não podemos nos calar. O silêncio só fortalece o agressor”.

Para denunciar qualquer tipo de violência, ligue para o número 190 ou 197 (denúncia anônima).

Por: Duda Barreto e Rafael de Paula

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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