O professor Antônio Vieira da Silva, de 54 anos, ensina bem mais do que o karatê no Sol Nascente.
Com o auxílio de um aparelho respiratório, a luta contra bronquiectasia, ele resiste de joelhos ao tatame para ensinar a arte do karatê a crianças mais carentes na comunidade.
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O asfalto empoeirado, som alto na rua e o constante movimento na avenida principal entre os “Trechos” revelam o desenho que divide a maior comunidade do país. Na região do Sol Nascente, a maior favela do Brasil, sobrevive o professor Antônio Vieira da Silva, 54 anos, que desde os nove de idade respira o karatê. Com o auxílio de um aparelho para facilitar o fluxo respiratório com pouco mais de um metro, capaz de concentrar seu oxigênio, ele resiste de joelhos ao tatame para lecionar a arte do karatê a crianças mais carentes na comunidade.
O estímulo pelo karatê surgiu ainda na sua cidade de origem, Orós (CE) onde cresceu e deu início à futura vocação. Antônio conta que ainda pequeno “apanhava” de outras crianças na escola. A criança, tímida, rancorosa e insegura deu olhares ao esporte como um incentivo em aprender a lutar.
Por Gabriel Teles
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira