Durante sabatina promovida na manhã desta terça-feira (28) pelo jornal Correio Braziliense, o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou a troca de ataques entre o presidente argentino, Javier Milei, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Caiado, a discussão tem como objetivo “desviar o foco” para que temas relevantes para a população brasileira deixem de ser debatidos.

A declaração ocorreu após a passagem de Javier Milei pelo Brasil. Em 25 de julho, durante a convenção do PL que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, em São Paulo, o presidente argentino manifestou apoio ao candidato, chamou Lula de “ladrão” e “presidiário” e afirmou confiar em Flávio para “deter o lixo socialista”. Milei também fez críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
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No dia seguinte, o Itamaraty convocou o embaixador argentino no Brasil para manifestar a indignação do governo brasileiro com as declarações e solicitar esclarecimentos. O embaixador brasileiro em Buenos Aires também foi chamado de volta ao país para consultas. Na segunda-feira (27), questionado por jornalistas sobre a fala de Milei, Lula respondeu em tom irônico: “Quem é esse cara?”.

Ao comentar o episódio, Caiado classificou o embate como uma “briga de rua” e criticou tanto as declarações de Milei quanto a reação de Lula. O pré-candidato também mencionou a atuação de Flávio Bolsonaro nas negociações sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos e criticou as declarações do senador contra autoridades brasileiras.
Para Caiado, a escalada de ataques pessoais e a participação de lideranças estrangeiras no debate eleitoral desviam a atenção dos problemas internos do país.
“Todos brigam pelo interesse da vaidade e do cargo. Ninguém briga pelo interesse do brasileiro”, afirmou. Segundo Caiado, os envolvidos buscam “não discutir os assuntos do Brasil” e criar uma crise internacional em torno da eleição.
Caiado também afirmou que Lula defende uma soberania brasileira que, segundo ele, “está na mão do narcotráfico e das facções”. Na avaliação do pré-candidato, a postura adotada por Lula e Flávio Bolsonaro pode levar o país ao isolamento internacional.
“Esses rejeitados vão levar o Brasil a uma situação dramática, isolando o Brasil do mundo e cada vez mais brigando por interesse pessoal e deixando a briga que a sociedade espera pela educação, pela saúde, pelo emprego, pela renda de lado, com o Brasil empobrecendo cada vez mais”, declarou.
Por Ágata Vaz de Lima
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira


