Versão dos EUA para “O beijo da mulher aranha” tem Jennifer Lopez e fantasia para tratar da ditadura argentina

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Quarenta anos depois do filme dirigido por Hector Babenco, uma nova versão de “O beijo da mulher aranha” chega aos cinemas do Brasil na quinta-feira (15/1). Dirigido e escrito pelo norte-americano Bill Condon (“A bela e a fera” e “A grande mentira”), o filme, inspirado no livro de mesmo nome de Manuel Puig, e na peça da Broadway, também de mesmo nome, traz um musical colorido e fantasioso, na mais nova adaptação da história.

O longa é um encontro entre fantasia e realidade, com Jennifer Lopez como a estrela ‘La Luna’, e aborda temas de opressão, identidade e conexão em meio a ditadura argentina.

Foto: Divulgação

Trama

A trama do filme gira em torno de dois personagens presos em uma cela na Argentina durante a ditadura: Molina, um homem gay que se refugia em fantasias de filmes, e Valentín, um ativista político.

À medida que compartilham histórias e segredos, eles descobrem conexões inesperadas e aprendem um com o outro.

Molina usa a fantasia e o escapismo para lidar com a dura realidade da prisão, enquanto Valentín se apega à sua ideologia. O musical mistura esses mundos, trazendo números vibrantes que contrastam com a opressão do ambiente.

O filme intensifica as questões de escapismo e fantasia, com Jennifer Lopez trazendo uma personagem “La Luna” imponente. A abordagem do romance entre os personagens é mais crua e visível aqui, refletindo mudanças na aceitação social desde a versão de 1985.

Assista ao trailer

Origem

O livro de Manuel Puig é a base dessa história impactante, e suas adaptações – o musical da Broadway e os filmes de 1985 e 2025 – se completam de maneiras únicas. Cada versão traz uma perspectiva diferente sobre a ditadura argentina, usando a fantasia e o escapismo para abordar temas sérios. Juntas, essas adaptações mostram a força da história em lidar com opressão, identidade e conexão humana.

Confira o trailer do filme de 1985, de Babenco

Direção e roteiro

Na versão dos norte-americano Bill Condon, há uma abordagem sensível equilibrando musical e drama. A direção destaca o contraste entre fantasia e realidade na ditadura argentina.

O roteiro, também de Condon, intensifica os temas de escapismo e identidade, adaptando o livro e a peça da Broadway. O resultado é um musical que explora conexões humanas em meio à opressão, com uma abordagem mais crua do romance.

Atuações

Jennifer Lopez brilha como “La Luna”, trazendo uma presença imponente e fantasiosa ao musical. Sua performance equilibra o glamour e a vulnerabilidade da personagem.

Tonatiuh, no papel de Molina, entrega uma atuação sensível e carismática, seguindo o legado de William Hurt, que conquistou o Oscar de melhor ator, na versão de 85. Ele constrói uma conexão emocional forte com o co-protagonista.

Diego Luna, traz em Valentín, uma intensidade política e uma vulnerabilidade contida, complementando o escapismo de Molina. Sua performance equilibra ideologia e emoção em meio à ditadura.

Técnicas e músicas

A cinematografia do filme joga com contrastes visuais, alternando entre a crueza da prisão e a exuberância dos mundos fantasiosos de Molina. A direção de arte cria ambientes que refletem a psicologia dos personagens.

As músicas do filme são um destaque, com performances impactantes de Jennifer Lopez e uma trilha sonora que transita entre o sensual e o melancólico. Os números musicais intensificam as conexões entre os personagens e a atmosfera única da história.

Ficha técnica

  • Direção: Bill Condon.
  • Roteiro: Bill Condon, Fred Ebb.
  • Data de lançamento: 15 de janeiro de 2026.
  • Duração: 2 horas e 8 minutos (128 minutos).
  • País de origem: Estados Unidos da América.
  • Gênero: Musical, thriller.
  • Elenco: Jennifer Lopez (Ingrid Luna “La Luna”), Diego Luna (Valentín Arregui), Tonatiuh Elizarraraz (Luis Molina).

Por Átila Lustosa*

O repórter assistiu ao filme a convite da Espaço/Z

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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