Empreendedoras em Brasília defendem empoderamento nos negócios e que ninguém deve aturar atos machistas

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Aliado aos investimentos que todos os empreendimentos precisam, empresárias em Brasília defendem que os negócios dirigidos por mulheres podem ser impulsionados também por autoconhecimento e empoderamento.

Nesta semana, as empresárias Maria Beatriz Rosadas e Patrícia Zanata, donas de lojas na Asa Sul resolveram reunir outras empreendedoras e também clientes para chamar atenção para caminhos que todas podem encarar mesmo com as dificuldades do dia a dia. O Mês da Mulher foi o pretexto para o encontro e debate.

 “Muitas vezes, as mulheres chegam aqui com baixa  autoestima  e se sentindo feias, e a gente consegue com as nossas profissionais deixar a mulher feliz, deixar a mulher com autoestima elevada, proporcionar esse momento de felicidade para elas” conta Maria Beatriz Rosadas, uma das organizadoras do evento.

  A empresária Maria Beatriz Rosadas relatou que é rodeada de familiares que oferecem suporte. Além disso, ela ressalta que é fundamental que as mulheres sejam fortalecidas por ambiente de acolhimento. Para ela, é fundamental acreditar no próprio sonho “Sejam firmes e usem a sensibilidade que só a mulher tem essa sensibilidade, esse sexto sentido. Aproveitem esse sexto sentido e sigam em frente que vai dar certo”, ponderou.

Empresárias fizeram reunião para dividir experiências e homenagear Dia das Mulheres. Foto: Divulgação

Contra o machsimo

 A terapeuta Neide Roldão, que estava no evento, argumentou que a prioridade é que cada mulher empreendedora se conheça e investir em sua autoconfiança. Além disso, a especialista compartilhou que toda mulher precisa estar bem consigo mesma para se sentir bem em qualquer ambiente que ela deseje estar. 

“O que eu mais falo pra elas é que elas precisam se conhecer, precisam desenvolver o autoconhecimento e precisam investir nelas, porque a confiança e a autoestima é a base de todo ser humano”, afirmou.

A respeito do papel da empreendedora, ela explica que a mulher precisa de não só técnica, não só ser boa  naquilo que ela faz, mas ela precisa se sentir capaz de realizar bem.

“A autoconfiança é a base dessa mulher atingir resultados muito melhores na vida profissional também”, disse Neide.

 A terapeuta reconhece que mulheres passam por momentos de dificuldade relacionadas com machismo e assédio dentro do empreendedorismo.

Para ela, é importante que as mulheres se posicionem acerca de eventuais opressões. “O que eu posso falar com as mulheres é para elas se fortalecerem emocionalmente para que elas entrem no processo de autoconhecimento, autoestima e confiança”, disse Neide.

A especialista acrescenta que nenhuma mulher deve aguentar ou aturar ações machistas. “A gente dar esse limite ao outro vem antes do limite interno que a gente dá a nós mesmas. Aquilo que eu aceito e aquilo que eu não aceito. A  gente precisa estar claro dentro de nós e que eu permito o que eu não permito ao outro”.

Por Duda Barreto, Juliana Diniz e Isabel Villela

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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