Estudantes do Centro Educacional Gisno, localizado na Asa Norte, se reuniram nesta quinta-feira (26) em um protesto pela falta de cobertura na quadra esportiva. Esse protesto já havia ocorrido há cerca de 1 ano, mas ainda não tiveram resultados.

A escola, inaugurada em 1971, conta com o ensino regular, fundamental e médio, com a Educação Especial e também com a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e, atualmente possui aproximadamente 470 alunos matriculados.
Dificuldades
A aluna e vice-coordenadora do Grêmio de Jovens Ativistas, Ana Clara Soares, relata que um dos maiores obstáculos enfrentados pelos estudantes é a variação do clima, que atrapalha a produtividade dos alunos.
“É uma situação muito complicada. Faz chuva, faz sol e a gente nessas condições que atrapalham o rendimento dos alunos, principalmente durante a educação física, no interclasse, tem também os jogos distritais que a gente precisa da quadra para poder treinar e ficamos nessas condições precárias”, diz Ana Clara.
A falta de apoio
Após a primeira manifestação no ano passado, eles ouviram que o pleito seria atendido, mas isso ainda não ocorreu. “Eu estudo no Gisno há 6 anos e a gente nunca obteve uma vitória concreta”, reitera Ana Clara.

“Sempre ficavam falando que iam cobrir a quadra, só que era promessa sem realmente um uma ação atrás dele”, afirma Nicole

Homenagem
O dia 28 de março marca a morte de Edson Luiz, um estudante assassinado na ditadura militar durante protestos em prol de melhorias estudantis. Para os alunos do Gisno, esse dia é uma referência de resistência e luta pelos direitos dos estudantes.
“Esse ano dia 28 cai no sábado, então a gente decidiu fazer essa mobilização hoje no dia 26, justamente pensando que é uma luta que a gente tá tendo há muito tempo”, afirma Ana Clara.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Educação do DF, mas ainda não obteve retorno. O espaço está aberto para posicionamentos.
Por Beatriz Ribas e Maria Eduarda Barros
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira


