O mais novo esporte olímpico, basquete 3×3 tem ganhado um maior espaço no cenário brasileiro.
Vindo das ruas do Bronxs, esse esporte, por ser relacionado à cultura negra, foi subjugado.
Um importante avanço foi a primeira edição do NBB Trio, na semana passada.
Com a presença de jogadores profissionais de todo o Brasil no evento NBB Trio, houve a presença de jogadores e jogadoras amadores, que, pelas ruas do DF, podem enriquecer a cultura do basquete e fazer a capital se fortalecer ainda mais no meio esportivo.
“Eu acho que essa junção do NBB, que já tem todo esse suporte há mais de dez anos, está crescendo”, disse o influenciador Sidney Gabriel, conhecido como Dois por Cento, em entrevista à nossa equipe.
A equipe de reportagem conversou com o ex-atleta e ídolo do Brasília Basquete Arthur, que falou sobre essa interação
“O 3×3 aqui em Brasília, ainda não é tão valorizado igual é em outros estados. Então, é bom ter vindo pra cá pra mais praticantes jogarem, pra montar um time, montar uma seleção, até profissionalizar, porque outros estados já são mais profissionais e recebem pra isso.”
O ex-atleta dos dois principais times do DF, Brasília Basquete e Cerrado Basquete, Rafael Moreira, também falou sobre a importância da disseminação do esporte.
“Eu acho que todo mundo tinha, esse preconceito, até a galera do 5X, quando olhavam o 3x, Mas agora nos últimos tempos tem melhorado. Hoje, se você for ver, é uma das modalidades que mais cresce no mundo, é o 3x”.
“Isso aqui é muito importante pra nossa cultura do basquete no geral. Isso traz visibilidade. Um momento onde as pessoas podem se conectar a partir do basquete. Várias gerações, através dos profissionais. O NBB Trio tenta se aproximar cada vez mais do basquete de rua, da rua, que é de onde o basquete veio”, diz Henrique Rachid, um dos participantes do evento e, também, representante do Projeto Social Liga Entrequadras, que visa enriquecer a cultura do Hip Hop através de eventos com basquete de rua, batalha de rima, Breakdance, Grafite e muito mais.
“Muitas crianças vêm falar ‘nossa você joga bem’, e isso é um incentivo até para uma nova geração que está vindo. É uma vitrine enorme. E o basquete abriu várias portas para mim, como o estudo, eu ganhei bolsa de estudo para jogar. E atualmente é minha profissão” Ressaltou Felipe Guilherme da Silva Andrade, jogador profissional do basquete 3×3, de 22 anos.
Por Ludmilla Oliveira e João Pedro Carvalho
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira