Nesta quinta (03), o KTO Minas venceu a equipe do Flamengo por 83 a 75 pontos, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, pelo torneio de abertura da NBB. Embora a equipe carioca tenha esboçado uma reação nos períodos finais do jogo, não foi párea para a equipe mineira, que administrou a vantagem e garantiu a vaga na final do torneio.
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O destaque da partida foi o pivô, Alexandre Paranhos, que terminou com um duplo-duplo de 19 pontos e 15 rebotes.
“É fundamental saber que vivemos em um momento de reconstrução, também é importante dizer que estamos evoluindo a cada jogo, conseguimos alterar bastante coisa desde a derrota para o Vasco, principalmente a nossa postura” – disse o cestinha da partida Alexandre Paranhos

Início acirrado
Após uma troca de liderança incessante no primeiro quarto, o KTO Minas ficou na frente com uma pequena vantagem de cinco pontos contra o Flamengo. Ambas as equipes tiveram boas chances, mas na reta final, o Minas soube administrar a liderança do placar. O time mineiro fez 23 pontos, enquanto o time carioca ficou com 18. O destaque do quarto ficou para o pivô argentino do Minas, Galizzi, que anotou sete na etapa inicial.
Dominância mineira
No segundo quarto, começou como terminou primeiro. O time mineiro não deixou a equipe carioca tomar vantagem em nenhum momento. Enquanto o KTO Minas ampliava a sua vantagem, o Flamengo chegou a ficar quatro minutos sem marcar nenhum ponto. O destaque vai para a defesa da equipe mineira do técnico Leonardo Costa que obteve 15 rebotes.
A diferença de pontos entres os times no segundo período se distanciou bastante. A equipe do Minas não tirou o pé, ou melhor, a mão, em nenhuma circunstância do quarto. O destaque ficou para os jogadores, Arengo e Wini Silva, que acertaram 66.7% dos arremessos e anotaram quatro pontos cada.
Segundo Quarto: KTO Minas 41 x 27 Flamengo

Reação Rubro Negra
Após o intervalo, os times voltaram para quadra, e deram início aos dois últimos quartos da partida. A equipe do Minas seguiu com seu desempenho apresentado desde o começo do jogo. Vale ressaltar a precisão dos arremessos da equipe, com destaque para o armador Scott Machado e o ala Danilo Fuzaro que até os cinco minutos finais do terceiro quarto estavam com 100% de aproveitamento nas tentativas de pontuar.
Contudo, nunca se pode duvidar do maior campeão da história da NBB, o time rubro negro, que não vinha com uma boa atuação, decidiu acordar, e diminuiu a vantagem da equipe mineira que foi de vinte pontos para apenas seis. Dessa forma o Flamengo saiu inspirado de quadra, e ambas as torcidas esperavam ansiosamente para o último quarto da partida.
“A gente jogou contra uma equipe dura, é normal esses altos e baixos, mas fica de positivo a parte mental do time no jogo de hoje, a gente se viu 20 pontos atrás e baixamos a diferença para quatro (pontos), então isso que temos que levar do jogo de hoje” – disse Gustavo Antônio, técnico do Flamengo, após o fim do jogo.
Terceiro Quarto: KTO Minas 59 x 53 Flamengo
Emoção até o final
“Vamos virar Mengo”, foi assim que a torcida do Flamengo presente no ginásio Nilson Nelson recebeu seu time para o último quarto da partida, que decidiu o finalista do torneio de abertura da NBB. Mas o Minas jogou um verdadeiro balde de água fria na equipe carioca e mostrou o motivo de estarem na frente no placar durante toda a partida, a sua solidez defensiva e alta precisão nos ataques.
Dessa forma, a equipe mineira começou a abrir novamente vantagem no placar, guiados pelo pivô Alexandre Paranhos, que anotou um duplo-duplo, com 19 pontos e 15 rebotes. Entretanto, o time rubro-negro começou a tirar forças da onde não existia mais para reagir . Mesmo assim, o Minas não deixou o Flamengo sonhar com a vitória e acima de tudo com a classificação para a final.
Final de jogo: 82 Minas x 75 Flamengo
Sonho do título
As equipes seguem na capital federal para outros confrontos. O KTO Minas decidirá o título nessa sexta (4), às 20h no Ginásio Nilson Nelson, contra o vencedor de Vasco e Brasília. Já o perdedor disputará o terceiro lugar com o Flamengo às 17h45, também no Nilson Nelson.
Por Leonardo Rodrigues, Lucas Alarcão e Marcello Hendriks (foto)
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira