
Com custo mensal de R$ 700 mil e fora do Campeonato Brasileiro da Série A, o Estádio Nacional Mané Garrincha trará um prejuízo “imensurável”, segundo a Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer do Distrito Federal. O lucro com jogos da primeira divisão do futebol nacional no ano passado é de R$ 784.675,35. Após levantamento dos dados das partidas ocorridas em Brasília, passados quatro anos de sua reinauguração, o estádio sediou 32 jogos da competição, recebeu 793,868 pessoas (média de 24,808 por jogo), com uma renda de R$ 50,501,765.
No dia 20 desse mês, presidentes e representantes dos 20 clubes participantes do Brasileirão de 2017 se reuniram em um conselho técnico para definir alguns pontos da competição. Entre outras medidas, ficou acordada a proibição da venda do mando de campo para outros estados.
Dessa maneira, jogos que ocorriam longe da federação do mandante estão proibidos. No ano passado, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já havia restringido essa atitude nas últimas cinco rodadas do campeonato. Dessa maneira, como o Distrito Federal não tem representante na elite do futebol brasileiro, o Mané Garrincha não vai sediar qualquer partida da competição.
A Secretaria de Esportes do Distrito Federal lamentou a nova determinação da CBF. “Não há como mensurar, em cada partida realizada no Mané Garrincha, o pagamento é feito de acordo com a bilheteria arrecadada”, explicou. Assim como acontece ao longo dos anos, o estádio está aberto para outras competições. “A agenda de eventos do estádio vai além dos jogos do Campeonato Brasileiro. A arena multiuso já recebeu em 2017 cinco jogos do Candangão, e está aberta para outras competições como a Primeira Liga, campeonato Sul americano, Copa do Brasil e Copa Verde”, informou em nota.
O público do Estádio não é somente ligado ao futebol. De acordo com o governo, shows musicais já levaram, até hoje, mais 3,3 milhões de pessoas para a arena (incluindo apresentações de bandas como Kiss, Pearl Jam e Guns N´ Roses). Além disso, outros grandes eventos são sediados no Estádio, como a abertura da Copa das Confederações e o desafio internacional de futsal entre Brasil e Argentina. O estádio recebeu, ainda, 10 partidas de futebol das Olimpíadas, Corridas, despedida do Serginho, ídolo do vôlei. Ainda segundo a secretaria, a arrecadação em todo o ano de 2016 que ficou para os cofres do governo foi de R$ 1,7 milhão.
Por Gabriel Lima
Sob supervisão de Luiz Claudio Ferreira


