Em mais uma manobra do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, respaldado pela oposição ao governo federal, adiou a apresentação dos nomes que iriam compor a comissão especial que avaliará o impedimento da presidente Dilma e a abertura da comissão foi adiado para esta terça-feira (8). Líderes das bancadas ligados ao governo condenaram a decisão. O deputado Sílvio Costa anunciou a saída do partido.
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Ao final da tarde, líderes dos partidos da base aliada criticavam de forma enfática a manobra do presidente da casa em conjunto com a oposição. A manobra tem clara intenção, impedir o conselho de Ética da câmara de votar o relatório contra Eduardo Cunha. De início se evitará compor o coro necessário e ficará mais fácil do presidente articular contra o conselho, o que adiará pela sexta vez decisões da comissão. “Me surpreenderia se a comissão de Ética funcionasse normalmente amanhã”, contou um dos deputados que protocolaram o processo contra o presidente.
Parlamentares tentam convencer o presidente da comissão de Ética a suspender a sessão desta terça-feira (08), antes de qualquer manobra da mesa diretora da casa, o que permitiria a retomada dos trabalhos após o término das pautas em plenário, podendo também ser reaberta na manhã do dia seguinte. Explica uma deputada petista.
O deputado Sílvio Costa, filiado até então ao PSC/PE, anunciou que deixará o partido após decisão da sigla de indicar dos deputados Eduardo Bolsonaro e Marco Feliciano, contrários ao governo, para compor a comissão do impeachment.
Por Lucas Valença
Foto: Lula Marques / Agência PT


