Contrario as manifestações nas ruas, Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal acredita que é com o voto correto nas urnas que se pode melhorar o atual cenário político. “O local de protesto por excelência não é a rua, daí temos substituído aquela máxima: Vem pra rua, pela máxima Vem pra urna”, afirma no seminário As eleições que nós queremos – transparência e ética na disputa eleitoral, organizado pela Associação Contas Abertas.
Segundo o ministro é importante que o eleitor se conscientize de seus direitos à cidadania da escolha de seus representantes. Ele diz que para isto existe a propaganda eleitoral, mas crítica a forma que é utilizada. Para ele, houve um desvirtuamento da propaganda partidária e eleitoral antecipada. “A finalidade única da propaganda eleitoral, é revelar em si, o perfil daquele que se apresenta como candidato”. Acrescenta ainda, que é favorável a uma transparência maior. “Aquele que se apresenta como candidato deve ser um livro aberto. Deve ter uma exposição junto ao grande público durante todo o correr do ano das eleições”.
O ministro afirma que o papel da imprensa é fundamental para o avanço da política brasileira, já que não há democracia sem uma imprensa livre e direito a informação. Além disso, diz que a investigação judicial não deve ser feita apenas no período em que já se tem formalmente um candidato, mas durante todo o processo eleitoral.
Quanto à questão da reeleição, o ministro acredita que acaba desequilibrando a disputa. “É muito difícil apoiar-se a alguém que tenha caneta , Diário Oficial e um Cofre Público a mão”. Para ele o ideal é que o país retome a proibição da reeleição.
Para que o sistema eleitoral de fato funcione, o ministro acredita que não é necessário que se faça mais leis. O que o país precisa é de homens públicos que observem como convém o ordenamento jurídico. “Precisamos no Brasil de um avanço cultural, precisamos verdadeiramente de um banho de ética”, acrescenta.
Por Karla Pereira – Agência de Notícias UniCEUB


