De acordo o senador e ex-jogador do Flamengo Romário é dever do Estado regulamentar e fiscalizar as suas atividades que geram economia, em nome do interesse público

O senador e ex-jogador da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1994, Romário Faria (PL-RJ), pediu nesta quarta-feira (6) um requerimento da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias e suspeitas de manipulação de resultados no futebol brasileiro, envolvendo jogadores, dirigentes e empresas de apostas.
Romário pediu apoio para assinar o pedido de criação da comissão com os seguintes requisitos: composta de 11 membros titulares e 7 membros suplentes e com limite de despesas de R$150 mil.
“O país tem sido bombardeado com notícias sobre denúncias e suspeitas de manipulação de resultados no futebol brasileiro. Dados os grandes volumes envolvidos em apostas e o largo tempo em que esse ambiente esteve desregulamentado, teme-se que inúmeros casos envolvendo o aliciamento de jogadores e dirigentes estejam ainda ocorrendo, colocando em risco a integridade do jogo, o bom ambiente de negócios e a paixão de milhões de brasileiros”, justifica o parlamentar ao fazer o requerimento.
O senador utiliza como base em episódios investigados pelo Ministério Público de Goiás e a divulgação de relatório da empresa Sports Radar que relaciona a realização de 109 partidas com alerta de suspeição de manipulação, apenas no ano passado.
Segundo Romário, o futebol é uma importante atividade econômica do Brasil, que gera empregos e movimenta importante cadeia direta e indireta de geração de renda. “É, portanto, dever do Estado regulamentar e fiscalizar as suas atividades, em nome do interesse público”, ressalta o senador
Por Danyelle Silva
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira