Segundo o Ministério da Justiça, esses haitianos, como formam mão-de-obra qualificada, têm facilidade para conseguir emprego. Alguns deles, têm nível superior, mas chegaram dispostos a serviços de base para sobreviver. Além do papel do governo em fornecer vistos para imigrantes vindos do país arrasado pela catástrofe, organizações não-governamentais, além de comunidades religiosas, têm apoiado os haitianos.
Calvário – Há mais ou menos um ano, a cidade de destino desses imigrantes era Manaus. Hoje, o país registra presença de haitianos no norte, no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste. No Distrito Federal, de acordo com informações dos próprios haitianos, eles estão, no Varjão, Santa Maria, Taguatinga e Ceilândia. Eles afirmam ainda que a escolha desses lugares se deve ao fato de não precisarem de fiador.
Jocelyn é solteiro, tem o pai e seis irmãos no Haiti. Perdeu a mãe ainda quando era criança. Um dos irmãos foi tentar a vida na República Dominicana, pais vizinho. “No Haiti eu trabalhava numa fábrica de leite. Estudei até o sexto ano. Se Deus me preparou para eu vir para o Brasil é porque ele quer que eu ajude a minha família e busque uma vida melhor”, afirma.
Para chegar no Brasil a rota que os imigrantes tem que fazer não é muito simples, até mesmo pelo fato de que a maioria entram no país de maneira ilegal. Do Haiti conseguem visto até a Republica Dominicana, de lá têm que tentar o visto para o Equador, da mesma forma para o Peru, na Bolívia, e de lá para Acre, do Acre, Rio de Janeiro, e de lá, Brasília- DF. A maior destas viagens foi feita de ônibus.