Teresa Cristina Araújo é uma mulher de 58 anos que nasceu no interior do Piauí, com a família em luta pela sobrevivência.
Ela queria superar a pobreza em que vivia. Teresa foi a 13ª entre 14 irmãos.
Filha de um trabalhador rural e de uma dona de casa, ambos sem educação superior, mas que valorizavam o poder do estudo. Eles queriam um futuro diferente para a filha.
Nos anos 70, a família foi morar na capital do estado em que moravam para tentar uma escola pública melhor para Teresa Cristina.
Enquanto ela estudava, também trabalhava para ajudar no sustento da família. Nessa época, ela crê que não havia valorização para a mulher terminar os estudos e entrar no mercado de trabalho. Cristina afirma que não foi diferente para ela. Mas mesmo com tanta dificuldade, ela desejava trabalhar e estudar para ter uma vida nova.
Em 1985, aos 19 anos, Cristina se tornou a primeira das filhas a entrar na universidade, para o curso de serviço social. Após a faculdade, trabalhou em empresas privadas como assistente social e decidiu se dedicar aos estudos para concursos públicos. Foi aprovada em primeiro lugar na Universidade de Brasília (UnB).
Sozinha, foi para Brasília, se casou e teve dois filhos. Ela pode dar a eles uma infância diferente da sua. Conquistou casa própria, primeiro carro e conseguiu ter acesso a boas escolas para os filhos.
Seu casamento chegou ao fim após oito anos, com as duas crianças ainda pequenas. O ex-marido nunca foi presente na criação dos filhos e não prestou auxílio financeiro após o término, o que abalou sua situação financeira. Longe de onde nasceu, Teresa teve ajuda de amigas da faculdade.
Por Julia Cavalcante
Supervisão de Luiz Cláudio Ferreira