O banco de leite humano do Distrito Federal é referência no Brasil. Segundo a coordenadora do banco de leite da Secretaria de Saúde, Miriam Leite, atualmente, o DF consegue suprir toda a demanda de crianças que estão internadas nas UTIs de neonatal da rede pública da região. Ela explica que esse destaque é devido à comunicação de incentivo à doação de leite materno.
A comunicação com a população sobre a importância da doação é realizada dentro das unidades básicas de saúde, onde se faz a sensibilização da gestante e da mãe pós-parto. “Essas mulheres são orientadas sobre amamentação e instruídas a doar leite, caso tenham em excesso”, diz.
A coordenadora diz que o diferencial da região é a pareceria da Secretaria de Saúde com o Corpo de Bombeiros, que realiza a coleta do leite em domicilio. Segundo ela a corporação assume 100% da coleta do GDF. Entretanto, ela aponta que o volume de leite coletado atualmente, só atende a bebês internados nas UTIs neonatal.
De acordo com a coordenadora, as crianças que recebem o leite doado, são bebês frágeis, doentes e que necessitam do leite como fonte de alimentação, de nutrição e também de defesa para que se recuperem. “As outras crianças que não estão internadas possuem a possibilidade de mamar no peito da própria mãe”, explica.
A rede de bancos de leite local permite que crianças com problemas de saúde tenham uma vida normal a partir do leite recebido de mães que fazem a doação. Normalmente são crianças prematuras, com doenças, ou filhos de mães que não podem amamentar, como as portadoras do vírus HIV, ou com problemas de saúde.
Por Karla Pereira – Agência de Notícias UniCEUB


