A produção audiovisual da editora de vídeos Rafaela Fontana foi selecionada para a final do EditFest, um concurso internacional de edição de vídeos.
O concurso leva os participantes a criarem um curta original em um prazo de 30 dias utilizando de um banco de imagens, sons e efeitos disponibilizado pela equipe da competição.
Com três categorias diferentes que os editores podem escolher para competir, Title Sequence (Sequência de Títulos), Advertisement (Comercial / Publicidade) e Movie Trailer (Trailer de Filme), os vencedores concorrem a prêmios que podem chegar em até US$ 70 mil incluindo licenças de softwares de edição e assinaturas de pacotes.
O início das edições
Formada em técnica de desenvolvimento de sistemas e design gráfico, Rafaela Fontana traz para as montagens e edições os aprendizados de ambas as áreas. Ela expressa que, no design, aprende a seguir protocolos e essa noção acaba se entrelaçando a ideias de edição e uma complementa a outra.

“O design funciona quase como uma direção estética e narrativa, enquanto a edição dita o ritmo e, ao mesmo tempo, a narração. É quase impossível separar um do outro”, afirma.
Novidade
Rafaela conta que, antes do EditFest, nunca tinha feito uma produção para o meio da publicidade e não saberia por onde começar. “Eu nunca tinha montado uma propaganda e não tinha muita ideia de como fazer. Comecei a me sentir confiante em relação à montagem para publicidade justamente por causa do EditFest. Ficar entre as cinco finalistas da categoria logo na primeira tentativa foi um susto agradável.”, alega.
Ela diz que criar o roteiro e montar o vídeo baseado nas imagens e sons disponíveis fica a cargo de quem participa. Para o seu vídeo, intitulado “What Instinct Can’t Reach” (O que o instinto não consegue alcançar), a editora se inspirou no vídeo que venceu a categoria de propaganda na edição passada, ela ficou tão encantada e hipnotizada pela edição que queria fazer algo parecido.
Da ideia ao produto
Para começar a montar o vídeo, Rafaela foi buscando referências de estruturas de propagandas para analisar e entender o que mais a agradava e combinava com a ideia que ela tinha para fazer.
Fragmentando as imagens que chamavam a sua atenção, ela percebeu que queria falar sobre algo que está presente em nossas vidas, porém, frequentemente esquecemos.
Foi partindo dessa ideia que a editora resolveu falar de instinto, mas ela queria se distanciar do óbvio e abordar algo que não é muito visto em anúncios.
Depois de muitas pesquisas, ela desenvolveu sua história baseada em pessoas que sentem coceira em cicatrizes quando está para chover.
Juntando tempestades que são imprevisíveis, pessoas que conseguem pressenti-las e se prevenir e também uma curiosidade que é o nome dado ao cheiro da chuva, ela criou a propaganda da “Petrichor”, uma empresa de seguros fictícia.
“Fiz essa história sobre tempestades serem imprevisíveis e sobre como algumas pessoas conseguem pressentir e se prevenir. Como achei que a ideia ficaria monótona, criei um gancho com o fato de que o cheiro da chuva se chamava ‘petricor”, diz Rafaela.
Para criar a logomarca da empresa, Rafaela se guiou nas ideias de Paula Scher, a designer que a inspirou a entrar na faculdade de design.
Sempre achei genial a maneira como a Paula Scher criou a logo do Citi com um guarda chuva, com um arco em cima do “t”, dando essa visão de proteção. Vi na minha propaganda a oportunidade de aplicar a mesma sacada e transformei o T em um guarda chuva, porque, assim como o Citi, a “Petricor”é uma empresa que se propõe a proteger”, expressa.
Rafaela conta que levou duas semanas para produzir o curta. Testou algumas ideias, descartou outras e também levou um tempo para balancear as cores e finalizar com a sonorização. Todo esse esforço e dedicação a levaram a ficar entre os finalistas da Edit Fest e deram a oportunidade dela representar o Brasil nessa competição.
Por Maria Eduarda Barros
Supervisão de Luiz Cláudio Ferreira


