Acampamento Terra Livre: indígenas aproveitam momentos de folga para jogar bola

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O menino José Felipe, de 9 anos de idade, veio com a família parta Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília, nesta semana. Enquanto os adultos reforçam a luta por políticas públicas, ele aproveitou para brincar de futebol com o primo, Theoroni. Ele torce para o Corinthians (SP) como o time do seu coração.

Quem apresentou o “Timão” para ele foi o tio Junior. ‘’Meu tio sempre foi muito corintiano. Desde muito novo, ele sempre falava do time’’, afirmou José.

Aliás, não são apenas as crinças que vestem camisas de clubes do Sudeste no Acampamento Terra Livre. Mais do que um esporte, ele se mistura ao cotidiano, atravessa gerações e ganha significado dentro das aldeias.

O amor pelo futebol acompanha os indígenas desde a infância. Na quinta, os primos tocavam a bola entre eles enquanto não havia uma pelada para jogar.  

José Felipe (de vermellho) se diverte com o primo em acampamento indígena. Foto: Sabrina Andrade

O começo de um sentimento 

José já tem uma memória recente do time copm a vitória na Supercopa do Brasil, neste ano, quando o Corinthians venceu o Flamengo. “Está marcado no meu coração, eu quero que o Corinthians tenha mais títulos e mais jogadores bons.’’

O primo dele, Theoroni, é um apaixonado pelo futebol e é torcedor do Palmeiras, equipe também paulista. No acampamento, eles improvisaram. A cadeira ou os chinelos se transformaram em traves.

Paixão indígena pelo futebol

O indigena Eshídio, da etnia Fulni-ô (que fica em território na cidade de Águas Belas-PE), que usava a camisa da Juventus (Itália) é um grande fã do esporte. Sempre gosta de usar camisas de futebol e um dos seus hobbies preferidos é praticar o esporte. Inclusive, na comunidade, disputa campeonato entre as aldeias, conhecido como “Champions Fulni-ô”:

“Cada um faz seu time para competir. Depois todos comemoram juntos quem ganha. E sempre colocamos todos os times do Real Madrid e o Barcelona sempre são os mais procurados.”

Eshídio comentou o porque estava usando a camisa da Juventus, falou de alguns dos seus ídolos do esporte são europeus como Pirlo, que ele estava usando a camisa do própio, e também do Messi:

Eshídio, da etnia Fulni-ô, joga em campeonato na comunidade. Foto: Sabrina Andrade

 “Eu estou com essa camisa porque sou muito fã do Pirlo (ex-jogador italiano). Lá na comunidade tem umas televisões que conseguem acompanhar os jogos. Tenho muito carinho pelo Barcelona (Espanha) também por causa do Messi”.

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Por André Pinheiro e Lucas Soares
Fotos: Sabrina Andrade 

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