Materiais estranhos e fragmentos de roedores foram considerados aceitáveis, dentro de limite por legislação, em alimentos e bebidas após medida definida pela Anvisa. De acordo com a resolução RDC 14/2014, a decisão admite uma quantidade limite aceitável a materiais que não fazem parte da composição do alimento e que podem estar associado às condições inadequadas de produção, manipulação, armazenamento ou distribuição. A coordenadora institucional da PROTESTE, Maria Inês Dolci aponta que o problema não é a quantidade aceitável, mas o fato do roedor ser transmissor de doenças.
A técnica da Gerência de Inspeção e Controle de Riscos de Alimentos da Anvisa, Cláudia Moraes afirma que é permitido apenas materiais estranhos inevitáveis, os que continuam no alimento, mesmo depois das práticas de higienização. Porém, a quantidade de fragmentos deve estar dentro da quantidade estabelecida. “Antes não havia limite estabelecido, mas era permitido. Ficava a critério do analista do laboratório que analisava o produto. Alguns institutos aprovavam e outros não”, explica.
Segundo a coordenadora Maria Inês Dolci, o consumidor não tem como detectar a olho nú se existe substancias proveniente de roedores em alimentos. Só é possível em testes de laboratório. “O que tem que ser feito é sempre uma boa fiscalização. É por meio dela e realização de testes que podem encontrar esse tipo de problema”, explica. Ela diz que é importante o acompanhamento de resultados de testes, a fim de identificar se o produto causa problemas à saúde.
A Anvisa não especificou limites de tolerância claros para as matérias consideradas prejudiciais à saúde. A fiscalização precisa avaliar em cada caso a situação de risco. A medida autoriza, por exemplo, que em produtos de tomate haja 10 fragmentos em 100g. Em farinha de trigo 75 em 50g e em café torrado e moído 60 em 25g. Os limites estipulados referem-se a partículas que podem estar presente no processo de produção do alimento, mas que não podem ser totalmente eliminadas.
Por Elisa Whately e Karla Pereira – Agência de Notícias UniCEUB


